306 crianças com menos de 11 anos foram estupradas em MT neste ano

Número representa um aumento de 8% desse tipo de crime em relação a 2017.

Mato Grosso registrou 306 casos de estupro de meninas menores de 11 anos, de janeiro a julho deste ano, o que representa uma média de 25 abusos sexuais por mês. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e significam um aumento de 8% em relação ao mesmo período em 2017, que registrou 284 estupros envolvendo essa faixa etária.

A  Sesp-MT também revela um aumento dos estupros de adolescentes com idades entre 12 e 17 anos. De janeiro a julho de 2017 houve 257 casos. Já neste ano, o mesmo período registrou 266 abusos sexuais.

O delegado-adjunto da Delegacia de Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, Cláudio Álvares Santana, observa que esse tipo de crime sempre existiu. Segundo ele não houve aumento: “Na verdade, às famílias estão mais conscientes e passaram a denunciar com mais frequência os abusos”.

Conforme Santana, de 10 casos de estupros registrados em Várzea Grande, 9 foram cometidos por parentes ou pessoas próximas às famílias. “Pode ser um padrasto, irmão ou um vizinho que se vale da confiança da família para abusar da criança”.

O delegado salienta que nesses casos “o inimigo está do portão para dentro” e os pais nunca devem confiar plenamente nas pessoas. “Infelizmente esse é o mundo em que vivemos”.

Santana também orienta para que os pais tenham diálogo aberto com os filhos, que o tema estupro não pode ser tabu na família.

“Geralmente a criança vai para a escola e muda o comportamento. O professor verifica a mudança e aciona o Conselho Tutelar. Então a criança conta para o professor, para o Conselho, mas não tem coragem de contar para o pai ou mãe, pois não tem esse canal aberto. Existe um tabu precisa ser quebrado”, enfatizou o delegado.

Estupro de mulheres adultas

A Sesp registrou queda nas ocorrências de estupro de mulheres de 18 a 59 anos, no comparativo de janeiro a julho de 2017 ao mesmo período deste ano: 147 contra 134, respectivamente.

Segundo Santana a queda se justifica porque tanto a Policia Civil quanto a Militar estabeleceram como prioridade o crime de estupro.

“Posso afirmar que a maioria dos casos em Várzea Grande, os suspeitos são identificados e presos. Isso serve de prevenção. Aquele que está pensando em estuprar, ele vê a atuação da Polícia e não pratica esse crime, porque sabe que não vai ficar impune”, ressaltou.

O delegado salientou que o estupro contra a mulher adulta tem uma característica diferente em relação ao abuso cometido contra uma criança ou adolescente.

Santana detalha que a mulher adulta normalmente é atacada na rua, por um maníaco que não costuma escolher suas vítimas. “Esse tipo de ocorrência reduziu drasticamente de 2015 para cá, devido à atuação das forças policiais”, enfatizou o delegado.

Anuário da violência

No Brasil foram registrados mais de 60 mil casos de estupro em 2017, o que dá uma média de 164 por dia, ou um a cada 10 minutos. Os dados são do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O documento também revela que dos 60 mil casos, 70% dos estupros são praticados contra crianças e adolescentes.

Em Mato Grosso, o mais recente aconteceu na quinta-feira (09), na cidade de Nossa Senhora do Livramento, quando um homem, identificado apenas como Donato, de 50 anos, estuprou a filha de apenas 3 anos.

O crime aconteceu na casa dele com a ajuda de outro homem, ainda não identificado.

Conforme as informações da PM, a mãe da menina foi quem flagrou o crime. Os dois estão foragidos da Polícia.

fonte: reportermt


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