Agricultores retardam compra de insumos para próxima safra de soja em MT

No norte do estado a situação é semelhante, segundo Ilson Redivo, que é presidente do Sindicato Rural de Sinop, “a elevação dos custos de produção tem tirado o sono do produtor”. Redivo reforça que a falta de logística da região agrava o problema e impacta diretamente nas despesas da safra. “Na safra anterior se fazia um pacote completo na base de 23 – 25 sacas por hectare. Hoje, subiu para 30 – 33 sacas. Isso tira a lucratividade do produtor”, alerta. Com as contas elevadas e um sentimento de apreensão, “muitos estão aguardando melhores condições de troca, porque fechar nestes patamares de preço põe em risco a lucratividade da próxima safra”, conclui.

O último levantamento de custos de produção feito pelo Imea confirma o aumento das despesas para cultivar a próxima safra de soja. Para plantar um hectare do grão em Mato Grosso, o agricultor deve gastar em média R$ 2.283,18 com a aquisição de sementes, fertilizantes, agroquímicos e mão de obra. O valor é 15% mais caro na comparação com o cálculo feito nesta mesma época do ano passado (R$ 1.974,47/ha) e 10% superior ao valor médio que foi realmente desembolsado para custear a safra 2018/19 (R$ 2.076,29/ha). Entre os “campeões de reajuste” estão as sementes (+10%), fungicidas (+21%), herbicidas (+24%) e macronutrientes (+29%), impulsionados – principalmente – pela oscilação cambial (alta de 14% em um ano) e o encarecimento do transporte.

fonte: canal rural 


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