Assassinato de jovem encontrada pendurada e nua em estádio em Cuiabá completa 6 anos sem punição

A vendedora Juliene Gonçalves foi assassinada no dia 28 de maio de 2012. O corpo dela foi encontrado nu em um campo de futebol no Bairro CPA III, em Cuiabá.

Juliene Gonçalves foi assassinada em maio de 2012 (Foto: Arquivo pessoal)

Juliene Gonçalves foi assassinada em maio de 2012 (Foto: Arquivo pessoal)

O assassinato da jovem Juliene Anunciação Gonçalves, de 22 anos, encontrada pendurada e nua em campo de futebol no Bairro CPA III, em Cuiabá, completou seis anos em 2018 e segue sem punição até hoje.

O crime foi cometido na noite de 28 de maio de 2012. À época, o principal suspeito do crime, Antônio Rodrigo Silva dos Santos, de 34 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva, mas colocado em liberdade.

G1 tentou, mas não consegiu localizar a defesa dele. À época, ele negou o crime.

O inquérito sobre a morte de Juliene foi concluído e encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE). Um pedido de prisão temporária de Antônio chegou a ser pedido, mas o requerimento foi negado pela Justiça.

Depois disso, a investigação foi reaberta para a colheita de novas evidências.

Segundo as investigações, Juliene foi enforcada com um pedaço de fio elétrico após ter saído de uma casa de pagode. Depois, teve a calça amarrada ao pescoço para simular um suicídio.

Antônio foi apontado como autor do crime, uma vez que o celular da vítima e um fio semelhantes ao usado no crime foram encontrados dentro do carro dele.

A roupa e o sapato dele também tinham sido lavados, conforme a Polícia Civil divulgou no ano do crime.

A mãe de Juliene, Marlene Anunciação, atribui a demora ao fato de se tratar de uma mulher, negra e pobre.

“Caiu no esquecimento. E com todo esse tempo, nada ainda foi resolvido. As pessoas já não se lembram mais, e a única pessoa que tem que conviver com essa dor sou eu”, declarou.

A morte de Juliene virou símbolo da luta contra a violência e assassinato de mulheres. No ano passado, por exemplo, com auxílio da família da vítima, foram realizadas manifestações no chamado #MaioJuliene.

Em um dos protestos, foram colocadas cruzes na frente do Monumento Ulisses Guimarães, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, na capital, com os nomes de mulheres vítimas de homicídios em Mato Grosso.

O caso

O crime foi cometido depois que Juliene saiu de uma casa de festas acompanhada de dois amigos. Na ocasião, ela aceitou carona de Antônio. Segundo o inquérito policial, a jovem teria recusado manter relação sexual com o suspeito.

Juliene foi enforcada com um pedaço de fio elétrico, teve a calça amarrada ao pescoço em simulação a suicídio e seu corpo dependurado em área pública.


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