Blairo Maggi analisa cenário político mesmo fora da disputa em Mato Grosso

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP) já disse quer ficar bem distante da disputa eleitoral deste ano. A decisão foi anunciada em março, quando comunicou que não tentaria a reeleição ao Senado. O progressista, no entanto, topou falar para a reportagem de A Gazeta qual análise faz do cenário que se desenha para a campanha em Mato Grosso, até agora.

Segundo o ministro, seu partido, o PP, está completamente “rachado”. Uns continuam defendendo que marchem junto com a oposição, enquanto outros acreditam que o melhor seja apoiar a reeleição do governador Pedro Taques (PSDB). “A decisão deve ficar para os últimos momentos, pelo que tenho visto”, disse.

Maggi também avalia que todos os pré-candidatos ao governo estão enfrentando dificuldades em construir suas chapas majoritárias devido à enorme quantidade de pré-candidaturas ao Senado.

Já foram colocados, pelo menos, oito nomes para as duas vagas que estarão disponíveis: Jayme Campos (DEM), Adilton Sachetti (PRB), Carlos Fávaro (PSD), Nilson Leitão (PSDB), Maria Lúcia Cavalli (PCdoB), José Medeiros (Pode), Margareth Buzetti (PP) e a juíza aposentada Selma Arruda (PSL).

“Vai ser difícil fechar essa conta. Vai precisar de muita paciência e articulação para não perder aliados”, analisa Maggi.

As maiores dificuldades devem ser enfrentadas pelo PSDB e DEM, que têm pré-candidaturas tanto para o governo, como para o Senado. Ainda na avaliação de Maggi, o governador dificilmente “reconquistará” ex-aliados. “Pelo que se configura, não tem mais volta”.

Sobre a busca pelo seu apoio, o ministro descarta estar no palanque de Wellington Fagundes (PR), Mauro Mendes (DEM) ou Pedro Taques. “Tenho amigos em todos os lugares e deixei claro que vou dedicar os meus últimos meses no Ministério e só. Política só para depois, quem sabe”, reafirmou. No topo da lista de lideranças políticas de Mato Grosso, mesmo sem disputar a reeleição, Maggi continua sendo procurado por muitos políticos em busca de seu apoio, seja direta ou indiretamente, como ocorreu em 2014, quando liberou várias lideranças de sua confiança para apoiar Taques pelos bastidores.

Um dos motivos para sua desistência da vida pública seria as inúmeras acusações que vem sofrendo por diversos delatores, principalmente, o ex-governador Silval Barbosa, que coloca Maggi como um dos líderes e avalista do esquema descobertos pela Operação Ararath. Ele nega tudo e se diz tranquilo. Porém, se sente indignado com “acusações sem provas”.

Fonte: A Gazeta (foto: Carlos Silva/arquivo)


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