Brasil já exportou até agosto de 2020 mais soja do que em todo 2019

RECORDE À VISTA

Segundo levantamento realizado pela Anec, o país já embarcou mais de 75 milhões de toneladas até agora. Com isso, a entidade já não descarta bater o recorde nacional de 2018

Por Daniel Popov, de São Paulo

O Brasil segue surpreendendo com as vendas de soja para exterior. De janeiro a agosto deste ano o país já vendeu mais de 75,4 milhões de toneladas, o que significa 4% a mais que o volume total vendido em 2019. Diante disso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), já não descarta a possibilidade de 2020 quebrar o recorde de 2018, que foi de 82,8 milhões de toneladas.

Os dados divulgados pela Anec são baseados na programação de embarques dos portos e sofrem variação conforme a efetivação do transporte. O volume embarcado em agosto é a soma desde o dia 1º até o dia 29. Portanto há espaço para uma pequena correção posterior.

Os volumes exportados em agosto deste ano representam uma elevação de quase 34% ante as 56,4 milhões de toneladas de soja exportadas de janeiro a agosto de 2019. Os volumes atuais também superam em 15,6% o total vendido no mesmo intervalo de tempo de 2018, quando se exportou 65,2 milhões de toneladas.

“Em 2018 exportamos um total de 82,8 milhões de toneladas. Não estamos muito longe disso, ainda mais considerando a programação de embarques que já temos para setembro”, afirma o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes.

De fato, com base na programação dos portos, a entidade prevê que o país poderá vender em setembro 4,1 milhões de toneladas de soja, que junto com o já vendido até agora, daria um total de 79,6 milhões de toneladas. Vale lembrar que até agosto a previsão da Anec era de o país exportar um total de 78 milhões de toneladas em 2020.

“Certamente devemos fechar o ano com mais de 80 milhões de toneladas de soja vendidas ao exterior. Não sei quanta soja ainda há estocada, a exemplo do que aconteceu em 2018. Se for parecido e, tiver uma boa quantidade, acredito que o país consiga sim vender mais do que naquele ano. Se não tiver, teremos vendas mensais atípicas de outubro a dezembro, com os volumes mais baixos que já se viu”, comenta Mendes.


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