Crise em Mato Grosso é “seletiva” e penaliza o “baixo clero”, diz delegado

Christian Cabral vê divisão desigual de responsabilidades entre classes do funcionalismo

O delegado Christian Cabral, que disse ver “crise seletiva” em Mato Grosso

Titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o delegado Christian Cabral afirmou que apenas os servidores do Executivo estão sentindo na pele os efeitos da crise econômica do Estado.

Ele afirma considerar natural que, num cenário de crise, o Estado reparta o ônus entre aqueles que o compõem.

Todavia, segundo Cabral, há uma divisão desigual de reponsabilidades entre diferentes categorias do funcionalismo.

“O que temos observado aqui em Mato Grosso é que a crise é seletiva. Atinge apenas uma parcela do funcionalismo estadual, que são aquelas vinculados ao Executivo e o ‘baixo clero’. Porque o ‘alto clero’, a PGE, Defensoria, o MPE não estão suportando essas medidas de austeridade que estão sendo solicitadas pelo Governo”, disse o delegado.

O que temos observado aqui em Mato Grosso é que a crise é seletiva. Atinge apenas uma parcela do funcionalismo estadual, que são aquelas vinculados ao Executivo e o ‘baixo clero’

E, de acordo com ele, esse tratamento desigual causa um sentimento de revolta e indignação entre os servidores.

“Se a situação de crise é real e tivermos que sacrificar, que sejam todos juntos. O que causa indignação é que apenas uma parcela dos servidores do Estado está tendo que suportar as consequências negativas dessa suposta crise. Os demais continuam com as benesses de sempre”, afirmou.

Frustração antiga

Ainda segundo Christian Cabral, que recém filiou-se ao PROS, essa preocupação dos servidores já ocorre há certo tempo em Mato Grosso.

E, conforme ele já afirmou em entrevista ao MidiaNews, nos últimos anos, o funcionalismo e demais categorias do Estado tiveram que fazer escolhas políticas entre “o menos pior”.

“A frustração maior é a nível estadual. Sou funcionário do Estado e vi lá atrás quando tivemos que eleger o Silval Barbosa, depois se repetiu com a eleição do Pedro Taques e agora com a eleição do Mauro Mendes. Então, a gente vem amargurando essa frustração há quase 12 anos”, disse.

“Vejo que o funcionalismo público de Mato Grosso vem padecendo há algum tempo, vem sendo obrigado a escolher o menos ruim e a suportar as consequências de não ter tido a oportunidade de escolher um bom nome”, concluiu.

fonte: midianews


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