Desembargador livra delegado de prisão por gravidez de risco da mulher

Conforme o habeas corpus, a mulher do delegado Edson Pick está gravida de 27 semanas e o feto apresenta problemas cardíacos.

A esposa do delegado Edson Pick, preso acusado de tortura de ‘suspeitos’, está grávida de 27 semanas e o feto apresenta problemas cardíacos. Esse foi um dos motivos que levou o desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a mandar soltar o delegado, na manhã de sexta-feira (19). As supostas torturas ocorreram no município de Colniza (1.065 km ao Norte de Cuiabá).

“(…)além disso, o paciente comprovou por intermédio do laudo médico acima citado que sua mulher Lissian Karen Ferraro Pick encontra-se na 27ª semana de gestação de risco, tendo em vista que o feto possui ritmo cardíaco irregular [id 3813070], necessitando, pois, de cuidados de ambos os pais, circunstâncias, essas, que afastam ainda mais a necessidade da prisão cautelar do paciente, pois, embora não sejam garantidoras de direito à liberdade, merecem ser valorados em conjunto com os demais elementos processuais, sobretudo quando é clarividente a ausência dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal”, consta na decisão.

Pick foi preso pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), durante a Operação Cruciato, deflagrada na terça-feira (16). Além do delegado, foram presos os investigadores Woshington Kester Vieira e Ricardo Sanches, que também tiveram a prisão preventiva revogada.

Três pessoas denunciaram ter sido vítimas de tortura do delgado e dos investigadores. Conforme os depoimentos, além de espancamento, o método mais utilizado era asfixia com saco plástico.

Fonte: RepórterMT


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