Em Mato Grosso, Manuela D’Ávila defende o ingresso de mulheres na política e diz que ‘dói ouvir discurso a favor da ditadura’

Ex-deputada participa de festival sobre mulheres em Cuiabá nesta quinta-feira.

Por Yago Oliveira e Nathalia Okde*, G1 MT


Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) participou de evento em Cuiabá — Foto: Nathalia Okde/ G1

Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) participou de evento em Cuiabá — Foto: Nathalia Okde/ G1

A ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) defendeu, durante o 7º Festival Tudo sobre mulheres, em Cuiabá, nesta quinta-feira (31), o ingresso de mulheres na política, aumentando a representatividade da classe feminina.

Ela avalia que existe um ataque do governo às cotas femininas.

“O protagonismo da mulher tem uma causa ameaçada pela gentalha que está no governo federal, que é o dinheiro dos partidos políticos direcionados para as mulheres. Mais mulheres na política e no parlamento é muito importante”, afirmou.

Atualmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipula que pelo menos 30% dos recursos do fundo eleitoral devem ser destinados a candidaturas femininas. Recentemente, o presidente do PSL, Luciano Vivar, disse que a Câmara dos Deputados precisa “atacar a obrigatoriedade de gênero” para evitar irregularidades nas próximas eleições, com candidaturas laranjas.

“Ter mais mulheres dentro do parlamento não é uma causa da esquerda. É uma causa de quem defende a democracia. A democracia representativa é defender uma causa para a sociedade. Se a nossa sociedade tem mais mulheres, a luta da mulher é uma luta de todos ou de quase todos. A gente precisa ter uma atenção especial à mudança representativa”, declarou.

Para ela, a luta e do protagonismo da mulher é saber que as mulheres não são iguais. “Somos diferentes, muitas causas, mas temos uma causa em comum”, citou a ex-deputada.

“Cada grão de areia de resistência é como se fosse um tsunami em nossas vidas. No cinemas as mulheres são menos, menos falas, cenas, e esse debate é interessante para discutir o protagonismo da mulher na sociedade. Um festival que junta a mulher e cinema é uma oportunidade e tanto”, declarou.

O deputado Eduardo Bolsonaro disse que se esquerda radicalizar o governo pode responder com novo AI-5 — Foto: Luís Macedo / Câmara dos Deputados

O deputado Eduardo Bolsonaro disse que se esquerda radicalizar o governo pode responder com novo AI-5 — Foto: Luís Macedo / Câmara dos Deputados

Manuela lamentou o posicionamento do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), defendendo a ditadura.

“Ver a política hoje dói, mas eu lembro de uma coisa boa que vi em Brasília, a Benê subindo a tribuna como empregada doméstica. Talvez ela seja a imagem mais bonita que eu tenho visto, à luta pela mulheres empregadas domésticas”, afirmou.

Benê a quem ela se refere é a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que também participa do festival.

Em uma entrevista que, se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”. Eduardo deu a declaração ao falar sobre os protesto de rua que estão acontecendo em outros países da América Latina.

No evento, a ex-deputada também criticou a falta de investimentos e atenção ao cinema e à cultura e criticou o governo federal.

* Sob a supervisão de Pollyana Araújo


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