Ex-servidor da Seduc teria ameaçado Permínio e família pelo WhatsApp

No texto ao qual a reportagem teve acesso, Fábio Frigeri insiste em encontrar o ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto. “Vou procurá-lo, ele sabe por quê!”

Mensagens enviadas pelo aplicativo de celular WhatsApp mostram que o ex-assessor especial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Fábio Frigeri teria ameaçado o ex-secretário da pasta, Permínio Pinto, ambos investigados na Operação Rêmora, que apura o desvio de dinheiro na por meio de fraudes em licitações da Seduc.

O texto ao qual a reportagem teve acesso, aponta que no dia 25 de janeiro deste ano, Frigeri enviou uma mensagem à mulher de Permínio afirmando que precisava encontrar o ex-secretário.

“Bom dia. Tudo bem? Avisa seu marido que eu vou procurá-lo, ele sabe exatamente por quê!”, escreveu o ex-assessor da Seduc.

“Me bloqueia no WhatsApp, bem previsível, mas não vai resolver nada, a menos que pretendam sair do país. Eu sei onde encontrar cada um de vocês”, destaca a mensagem.

Como a mulher do ex-secretário o bloqueou no aplicativo, Fábio Frigeri usou o celular de a sua esposa enviar mais mensagens.

“Me bloqueia no WhatsApp, bem previsível, mas não vai resolver nada, a menos que pretendam sair do país. Eu sei onde encontrar cada um de vocês. Mande um forte abraço para o meu ‘irmão’ e tenha uma excelente semana!”, ironizou o ex-servidor.

É neste período que o advogado de Permínio Pinto, Arthur Osti envia, também, por WhatsApp um alerta a Frigeri.

“Não sei de que se trata e, na condição de advogado, tampouco me incumbe adentrar em qualquer assunto que você possua, mas preciso te avisar que uma das cautelares que o Permínio é obrigado a cumprir e de se manter afastado das pessoas envolvidas no processo”, explicou.

A defesa chega a argumenta o ex-assessor que tentava se aproximar do ex-secretário: “independente do que você tenha a tratar com ele, é impossível que vocês mantenham qualquer contato, pois qualquer descumprimento de medida cautelar pode acarretar na decretação de nova prisão”.

Logo depois, Fábio Frigeri volta a responder: “Sim, eu sei. Vou procurá-lo, ele sabe porquê! Sim você sabe do que se trata. Obrigado”.

Arthur Osti retruca: “Dessa forma eu irei peticionar nos autos da medida cautelar do meu cliente comunicando o ocorrido a fim de prevenir qualquer tipo de reprimenda contra ele por iniciativa unilateral e exclusivamente sua”.

Após as supostas ameaças, o advogado informou à Justiça que Frigeri foi visto circulando próximo à casa do ex-secretário, além de procurar pessoas ligadas a Permínio.

A denúncia motivou o Gaeco (Grupo Especializado de Combate ao Crime Organizado) a pedir nova prisão contra o ex-servidor, mas foi negada pelo juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, no dia 22 de maio.

fonte: reportermt


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