Gaeco denuncia 113 pessoas acusadas de integrarem facção criminosa em Mato Grosso

Por G1 MT

Gaeco cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na operação Bolsão — Foto: Gaeco/Divulgação

Gaeco cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na operação Bolsão — Foto: Gaeco/Divulgação

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), denunciou 113 pessoas acusadas de integrarem uma facção criminosa no Estado.

O grupo foi investigado na operação “Red Money”, realizada pela Polícia Civil, e deverá responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico de drogas. A condenação dos acusados poderá ultrapassar 40 anos de reclusão.

O Gaeco requer também o arbitramento de valor aos denunciados para reparação de danos material e moral difuso. Sustenta que os crimes praticados denegriram o sentimento coletivo de segurança e de confiança na ordem e proteção jurídica e econômica, ofendendo toda a sociedade.

Ao todo, foram oferecidas três denúncias. Os fatos criminosos se referem às práticas de arrecadação e movimentação financeira da organização criminosa através de crimes cometidos por seus membros e integrantes, em especial a administração e o financiamento do comércio de substância entorpecente, tanto na região metropolitana (Cuiabá e Várzea Grande) como no interior do Estado (Rondonópolis, Primavera do Leste e Alto Araguaia), além da cobrança de mensalidade entre os integrantes da facção.

As investigações também apontaram para criação de empresas e a identificação de pessoas próximas aos membros e integrantes da organização criminosa, familiares e amigos, que apesar de não integrarem o Comando Vermelho colaboraram com a prática do crime de lavagem de dinheiro, adquirindo bens e fornecendo dados de suas contas bancárias para auxiliar na ocultação e dissimulação da origem desses recursos.

Em menos de dois anos, houve a movimentação de cerca de dezenas de milhões de reais, sendo possível verificar através de informações obtidas especialmente pela quebra de sigilo bancário que apenas um dos denunciados movimentou, no período, mais de cinco milhões de reais.

Além de drogas, a operação também contou com a localização e apreensão de inúmeros bens móveis e imóveis de natureza ilícita, que, inclusive, foram sequestrados judicialmente. Igualmente, as empresas envolvidas no esquema tiveram suspensas suas atividades econômicas.


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