“Há quatro décadas são as mesmas caras na política de MT”, dispara presidente da Academia de Letras que é pré-candidato ao Senado pela Rede

Sebastião Carlos Gomes de Carvalho cobra debates no rádio, na TV e até mesmo em praça pública das cidades de Mato GrossoSebastião Carlos Gomes de Carvalho cobra debates no rádio, na TV e até mesmo em praça pública das cidades de Mato Grosso

Intelectual respeitado e presidente da Academia Brasileira de Letras, o professor Sebastião Carlos Gomes de Carvalho vai disputar uma cadeira no Senado da República por Mato Grosso pela Rede Sustentabilidade. E, mesmo que não receba sufrágios para a sua chapa, ele considera imprescindível que os eleitores votem em nomes novos e lamenta que há 40 anos apareçam os mesmos nomes para os principais cargos.

Mesmo sem citar nomes, a crítica de Sebastião Carlos é diretamente para o deputado federal Carlos Bezerra (MDE) e os irmãos Jayme Veríssimo e Júlio José (DEM), ex-governadores de Mato Grosso, deixando um pouquinho para o governador José Pedro Taques (PSDB), que até 2014 era contrário à reeleição e vai se candidatar novamente, em 2018.

“Há 40 anos Mato Grosso tinha 1,1 milhão de habitantes. Hoje tem 3,2 milhões. Então, a população quase triplicou. No entanto, as caras que se vê na política são as mesmas caras de 40 anos atrás. Lamentavelmente, são as mesmas!”, criticou ele, em entrevista, após visita à Redação do Olhar Direto.

Sebastião Carlos lamentou que as mesas pessoas continuem no comando do Estado. “Será que vamos continuar fazendo esse mesmo tipo de política? Porque as pessoas mudam. Mas desgraçadamente os que estão no poder, em Mato Grosso, não mudaram. Apenas transmitem o bastão, como se fosse uma corrida. Mudam de nome e trocam de camisas. As camisas partidárias ou nomes”, cutucou ele, em crítica indireta ao fato de PFL se transformar em Democratas (DEM) e, recentemente, o PMDB voltar a se chamar MDB.

Parcela da imprensa, segundo ele, também tem culpa pela perpetuação de alguns, no poder em Mato Grosso. “Hoje tem um candidato aí, não sei se a senador ou a governador, que se entrar no banheiro, tem cobertura da imprensa: fulano de tal foi no banheiro. Depois, se ele foi na cozinha da casa dele, também  tem cobertura da mídia. Isso não enriquece o debate”, afirmou, em nova indireta, agora direcionada a Pedro Taques.

O entendimento de Sebastião Carlos é de que o formato de cobertura é viciado, com raríssimas e honrosas exceções, e não há preocupação em mudar. “Se Albert Einstein aparecer no Aeroporto Internacional Marechal Rondon [em Várzea Grande], neste momento e, ao mesmo tempo, aparecer um deputado estadual desse que vocês conhecem ou um vereador, a imprensa toda corre atrás do deputado e esquece o grande Albert Einstein”, abordou o pré-candidato ao Senado da Rede, numa comparação inusitada com o físico alemão que criou a teoria da relatividade.

O risco de ficar fora dos debates nas emissoras de rádio e TV, por conta de supostas brechas na legislação eleitoral, irritam o pré-candidato ao Senado. “Eu estou preparado e louco para o enfrentamento do debate republicano, verdadeiramente político, na televisão, ou em praça pública. Precisamos disso! É do entrechoque de ideias que nasce a luz das propostas que podem mudar para melhor este país. Ou a menos começar as mudanças. O país chegou ao fundo do poço. Na política. Na economia. E na moral”, avaliou Gomes de Carvalho, para o Olhar Direto.

Sebastião Carlos Gomes de Carvalho é presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, membro do  Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB/RJ), a mais antiga instituição cultural da América Latina; da Academia Paulista de Letras Jurídicas; do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional – SP; do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso; do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás; e da União Brasileira de Escritores (seccionais de Goiás e de São Paulo).

fonte: olhar direto


Comentários

Publicidade de Exemplo

Veja Também

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicadoCampos obrigatórios estão marcados *

*