Indígena Recém-nascida enterrada viva é salva por policiais; veja o vídeo!

Uma história impressionante aconteceu na cidade de Canarana, no Vale do Araguaia onde uma recém-nascida indígena que foi enterrada viva pela avó foi salva por policiais e encaminhada para Hospital da cidade de Água Boa, na terça-feira (5/6).

Após receber denúncia anônima, a Polícia Militar com apoio da Polícia Civil compareceu no endereço de uma casa onde residia uma família indígena em que avó teria enterrado a neta, uma bebezinha que havia nascido por volta das 16h de terça-feira (5/6) com o consentimento da mãe.

Os policiais foram até a casa da família e por volta das 20 horas, começaram a escavar e se surpreenderam com o choro da recém-nascida e se emocionaram ao conseguir salvar a vida do bebê. Para a polícia, a avó explicou que o bebê seria sacrificado pelo fato de que a mãe seria mãe solteira e fato que não é permitido na etnia deles.

A tribo pertence ao Parque Nacional do Xingu. A criança foi salva pelo major João Paulo, sargentos Fernando e Oliveira e o soldado Henrique e foi encaminhada para hospital de Água Boa para receber o atendimento necessário.

Fica aqui a nossa oração para que a criança não fique com nenhuma sequela porque ficou praticamente quatro horas enterrada. Um verdadeiro milagre.

Atualização às 08h40: Segundo informações da pediatra do Hospital Regional de Água Boa o quadro clínico é estável. Somente com uma deficiência respiratória discreta (leve).

Atualização às 09h via Interativa – A bebê resgatada pela polícia após ser enterrada viva pela avó indígena em Canarana, passa bem de saúde. A informação é da administradora do Hospital Regional Paulo Alemão de Água Boa.

Salete Lauermann disse que a bebê foi submetida a diversos exames e está bem de saúde. “Trata-se de um milagre”.

A criança segue internada no Hospital Regional em observação médica.

Infanticídio

O infanticídio indígena é uma prática cultural que ocorre em algumas tribos indígenas brasileiras, a qual vitima crianças de várias idades, em busca da preservação cultural da etnia. Sendo necessário uma análise desse costume como, um simples hábito enraizado nas tradições indígenas, ou se representa uma grave lesão ao direito à vida. Buscando assim uma resposta sobre o tema, por meio de análises sobre a manifestação cultural indígena, os instrumentos normativos nacionais e internacionais acerca dos direitos humanos e aos direitos dos povos indígenas, com aspectos éticos, morais, sociológicos, antropológicos, além do conflito entre os argumentos do relativismo cultural e do universalismo dos direitos humanos. Apesar da Constituição Federal garantir aos índios a proteção de seus costumes e tradições, a constituição também garante o direito à vida, que deve sobrepor à prática cultural. A mudança desse costume deve ser buscada pelo diálogo intercultural, acompanhada de políticas públicas de amparo às comunidades indígenas.

A prática tradicional do “infanticídio indígena” consiste no assassinato de crianças indesejadas pelo grupo, é comum em diversas tribos brasileiras, é um dos assuntos que melhor representam o embate entre o respeito à diversidade cultural e a proteção de um dos direitos humanos mais fundamentais, o direito à vida. Os indígenas brasileiros são constituídos de grupos sociais autônomos, com práticas e costumes próprios. E cada etnia possui uma visão diferenciada de mundo. Cada um destes grupos possui um conceito diferente sobre o que é a vida e a morte do ser humano. Esta visão de mundo algumas vezes se contrapõe com os valores universais dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente e também na nossa Carta Magna. Cabendo ao Estado tomar alguma postura diante de tal prática.Este conflito de valores gera o debate acerca de até que ponto se deve preservar determinadas culturas, que legitimam práticas que se contrapõem aos direitos mais básicos e à própria dignidade da pessoa humana.

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fonte: aguaboanews


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