Justiça determina bloqueio de bens de prefeito de MT após duas mortes em show pirotécnico de rodeio

Em outubro do ano passado, um rojão caiu na arquibancada do local onde realizado o rodeio em Bom Jesus do Araguaia. O evento era organizado pela prefeitura.

Prefeito de Bom Jesus do Araguaia, Joel Ferreira (PSDB) (Foto: Marcos Bergamasco/TCE-MT)

Prefeito de Bom Jesus do Araguaia, Joel Ferreira (PSDB) (Foto: Marcos Bergamasco/TCE-MT)

A Justiça de Mato Grosso, determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 200 mil, do prefeito de Bom Jesus do Araguaia, a 983 km de Cuiabá, Joel Ferreira (PSDB), após um incêndio durante o show pirotécnico de um rodeio realizado pela prefeitura, no ano passado. Na ocasião, duas pessoas foram atingidas e morreram.

Por meio de assessoria, o prefeito afirmou que ainda não foi notificado da decisão, mas deve recorrer.

Outras duas empresas, contratadas pela prefeitura para a realização da festa, também tiveram os bens bloqueados no valor de R$ 200 mil, cada uma.

O acidente aconteceu durante a abertura do rodeio, no momento em que o locutor oficial da competição seria apresentado.

Na hora do show pirotécnico na arena, partículas de fogo atingiram as pessoas que estavam na arquibancada. Duas morreram e 30 ficaram feridas.

O rodeio fazia parte da programação da Exposição Agropecuária de Bom Jesus do Araguaia (Expobonja) é realizada anualmente pela prefeitura no período em que comemora o aniversário do município.

Acidente com fogos de artifício durante rodeio deixa dois mortos

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Ao G1, o prefeito disse que cumpriu todos os protocolos para realização da festa e que foi um acidente. Ele entende que as famílias devem ser amparadas, mas não concorda com o bloqueio de bens particulares. Apesar de não ter sido notificado ainda, ele disse que vai recorrer da decisão.

Joel informou ainda que, à época, ele solicitou que agentes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) avaliassem a situação e emitissem um laudo sobre a causas do acidente para que os responsáveis pudessem ser punidos. No entanto, ainda não teve acesso ao resultado da perícia.

A decisão é resultado de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), que já tentava o embargo da festa antes da realização, por supostas irregularidades encontradas nos projetos apresentados pela organização.

Depois das mortes, o MPE acrescentou novo parecer à ação, relatando, inclusive, que empresas haviam sido contratadas para organizar o evento e, ainda assim, o descumprimento de medidas de segurança teriam ocasionado o acidente.

Os contratos firmados entre prefeitura e terceiros seriam nos valores de R$ 74 mil, R$ 122 mil e R$ 92 mil.


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