Mauro Savi recebe salários e cadeira continua vaga na Assembleia

O deputado é é acusado de chefiar um esquema que teria desviado cerca de R$ 30 milhões de um contrato entre o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran) e a empresa EIG Mercados (antiga FDL).

Mais de dois meses depois de sua prisão, o deputado Mauro Savi (DEM) continua recebendo salários da Assembleia Legislativa e a cadeira que ele ocupava no Parlamento não foi ocupada.

Savi foi preso preventivamente em 9 de maio. Ele é acusado de chefiar um esquema que teria desviado cerca de R$ 30 milhões de um contrato entre o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran) e a empresa EIG Mercados (antiga FDL).

Conforme apurou o reportermt, até junho, o deputado continuou recebendo salário da Assembleia.

Savi teve R$ 16 mil abatidos de seus vencimentos referentes ao mês passado, recebendo “apenas” R$ 8,4 mil, incluindo também a dedução do imposto de renda. Em maio, mês de sua prisão, o mesmo ocorreu com o recebimento de outros R$ 8,4 mil.

Os valores estão disponíveis no Portal da Transparência da Assembleia Legislativa. O salário bruto dos deputados estaduais, incluindo Mauro Savi, é de R$ 25,3 mil.

RepórterMT/Reprodução

Salário Mauro Savi Junho de 2018

 Deputado recebeu salário de junho, mesmo estando detido no Centro de Custódia da Capital.

A Assembleia tentou recursos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar votar a soltura do deputado. Todas as tentativas foram negadas pelo Judiciário, que indicou que o Legislativo não tem competência para decidir sobre a liberdade do parlamentar.

Mauro Savi está detido no Centro de Custódia da Capital (CCC). Durante as sessões plenárias, o nome do deputado continua no painel da Assembleia, apagado devido à sua ausência.

Inicialmente, cogitou-se que o suplente de deputado Ademir Brunetto (PSB) assumiria a vaga deixada por Mauro Savi. Os deputados manobraram para evitar que a cadeira fosse ocupada. Para acomodar Brunetto, o deputado Baiano Filho (PSDB) pediu uma licença de 120 dias, que teve início em 6 de junho e deve se encerrar em outubro.

Operação Bereré

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), Mauro Savi seria um dos líderes do esquema investigado nas operações Bereré e Bônus, que apontam desvios de cerca de R$ 30 milhões.

Conforme as investrigações, cabia a ele as indicações políticas e também o controle sobre as ações do então presidente do órgão, Teodoro Lopes, conhecido como Dóia, delator da Operação Bereré.

Na denúncia oferecida ao Tribunal de Justiça, o MPE cita que Savi teria recebido cerca de R$ 3,9 milhões em propinas para favorecer a realização do esquema. Os valores teriam sido recebidos por meio de assessores, sócios e familiares do deputado, de modo a mascarar a participação dele.

fonte: reportermt

 


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