Menor é apreendido suspeito de balear, espancar e arrancar língua de homem em Sorriso

O menor foi capturado na casa dele pela Divisão de Homicídios

Um adolescente, de 17 anos, foi apreendido hoje pela Polícia Judiciária Civil (PJC) de Sorriso suspeito de ato infracional análogo ao crime de homicídio. Ele é apontado como autor do assassinato de Francisco Nunes, de 31 anos, nesta terça-feira (6). A vítima foi baleada, teve os dentes e braços quebrados, além da língua arrancada.

O menor foi capturado nesta manhã, na casa dele, em Sorriso, pela Divisão de Homicídios da delegacia de PJC. A vítima, que foi encontrada caída na rua 5, no bairro Industrial, chegou a ser socorrida com vida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu ainda ontem no Hospital Regional de Sorriso.

Suposta motivação do crime 

Em entrevista à imprensa, o delegado José Getúlio Daniel informou que, além de outras provas, há imagens de câmeras de segurança que revelam que o adolescente apreendido é o suspeito do crime. “Ele é um menor bem conhecido e tem diversas passagens, inclusive por crimes contra a vida, homicídio. Ele já tem a expertise de negar o crime, e é bem dissimulado”.

Conforme o delegado, a vítima, Francisco, e o menor já foram capturados pela polícia juntos após a prática de um crime. “Em tese, a vítima pode ter denunciado o suspeito, realizado a entrega de informações à polícia, onde originou a motivação do crime. Suspeitamos, então, de uma vingança de informações que a vítima teria passado à polícia”, informou.

O suspeito do crime, segundo a polícia, tem diversas passagens, inclusive por ato infracional análogo ao crime de homicídio. A vítima também tinha ficha criminal e fazia uso de entorpecentes.

Ainda segundo o delegado, Francisco havia sido solto da cadeia há dois meses. De acordo com as investigações, não há indícios de que o crime tenha sido executado por mais de uma pessoa. “Há imagens do suspeito correndo sozinho atrás da vítima. Vamos lavrar o ato infracional e o menor ficará apreendido. Será representado ao Poder Judiciário para ocorrer a internação do adolescente”.

O menor, segundo o delegado, nega o crime. “Ele não esboçou reação. Apenas nega e inventa fatores e tenta se livrar da culpa. Mas as diligências e provas são firmes em indicar a autoria do crime”, finalizou.

 

Texto: Luana Rodrigues/Portal Sorriso

 


Comentários

Publicidade de Exemplo

Veja Também

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicadoCampos obrigatórios estão marcados *

*