Milho: agricultores antecipam colheita em Mato Grosso e pressão da oferta preocupa

O sinal verde para a colheita do milho segunda safra começou mais cedo que o de costume na fazenda da família Schneider. Na propriedade que fica em Querência, região leste de Mato Grosso, os milharais ocupam 1.880 hectares. A antecipação em cerca de 30 dias é consequência de um cronograma “praticamente perfeito”, que contou com uma “boa ajuda de São Pedro”.

Os talhões que comeram a ser colhidos agora foram semeados na primeira semana de janeiro, assim que a lavoura de soja que ocupava o local foi colhida. O cultivo na janela ideal e o bom regime de chuvas garantiram o desenvolvimento esperado da plantação, que recebeu adubação reforçada neste ciclo. Valmir José Schneider, que é um dos proprietários, comemora os resultados iniciais.

Nos talhões já colhidos a produtividade chega a 180 sacas por hectare, algo inédito na fazenda. A expectativa do agricultor é de que a média geral fique em 150 sacas por hectare, volume muito superior ao registrado no último ciclo, que foi de 87 sacas por hectare. No ano passado, ele lembra, o plantio terminou mais tarde que o ideal, adentrando o mês de março (fora do período recomendado para a cultura em Mato Grosso).

Colher mais cedo tem se mostrado uma estratégia vantajosa para a família Schneider, que já está negociando a produção. Segundo Valmir, como há pouca oferta do cereal na região neste momento, os preços estão melhores do que os previstos para o período em que a colheita ganha força na região (entre junho e julho). O valor pago agora gira em torno de R$ 25,00 a R$ 26,00 a saca, cerca de R$ 6,00 a mais que o praticado nos contratos com entrega para julho.

Por outro lado, a antecipação da colheita coloca em alerta quem ainda vai demorar um pouco mais para dar início aos trabalhos na lavoura. Como é o caso do produtor Alex Wish, que é presidente do sindicato rural de Canarana, município vizinho à Querência. O agricultor plantou milho na primeira safra, mas ainda não começou a colher os grãos por causa da umidade elevada. Estava na expectativa de conseguir negociar a produção a preços atrativos, já que a segunda safra costuma a ser colhida mais tarde na região. Porém, com a antecipação dos trabalhos, ele teme que a concorrência com o milho safra safrinha possa desvalorizar o grão mais tardio.

De acordo com o Imea, nesta safra os agricultores de Mato Grosso plantaram mais de 4,7 milhões de hectares do grão, e a produção prevista deve passar dos 29,3 milhões de

fonte: canal rural


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