Ministério da Agricultura confirma caso atípico de vaca louca em Mato Grosso

Caso foi registrado em vaca de 17 anos, que já foi abatida e incinerada. Órgão diz que não há risco para a população e que países importadores já foram comunicados.


Vaca louca esporádica ocorre espontaneamente, enquanto a clássica é transmitida por ração contaminada — Foto: Leandro J. Nascimento/G1

Vaca louca esporádica ocorre espontaneamente, enquanto a clássica é transmitida por ração contaminada — Foto: Leandro J. Nascimento/G1

O Ministério da Agricultura confirmou na tarde desta sexta-feira (31) a ocorrência de um caso atípico de vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina) em um animal em Mato Grosso. O episódio está sendo investigado e os países importadores e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) já foram notificados.

Segundo o órgão, trata-se de uma vaca de 17 anos, que já foi abatida. Todo o material “de risco específico para a doença” foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro, de acordo com a pasta.

“Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população”, disse o ministério em nota.

De acordo com a pasta, a classificação de risco para a doença do país não será alterada e continuará como “insignificante”.

Histórico

O Brasil já registrou ao menos dois casos de atípicos de vaca louca, que não apresentam risco de transmissão da doença, segundo a Reuters. Ainda assim, no final de 2012, países importadores decretaram restrições à carne do país, o maior exportador de carne bovina.

No caso atípico de vaca louca, que ocorre de forma esporádica e espontânea, principalmente em animais mais velhos, não há relação com a ingestão pelos animais de ração contaminada.

No caso clássico, a doença é transmitida por ração contaminada com o príon, por ter sido elaborada com produtos obtidos de animais infectados. O Brasil não registra casos desse tipo há mais de 20 anos.
fonte: G1 MT


Comentários

Publicidade de Exemplo

Veja Também

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicadoCampos obrigatórios estão marcados *

*