Ministra quer vender armazéns e antecipar boletins da Conab

MUDANÇAS

TerezaCristina informou ainda que a política de preços mínimos pode ter a metodologia incrementada para chegar a números ainda mais reais

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Foto: Agência IBGE Notícias

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que será feita uma reestruturação na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com a venda ou concessões de armazéns. Segundo ela, o objetivo é reduzir custos e modernizar as funções da instituição. A ministra também pediu que os boletins de acompanhamento de safra sejam semanais e não apenas mensais, como é atualmente. As declarações foram feitas na cerimônia de posse da nova diretoria executiva do órgão nesta quinta-feira, dia 28.

Segundo ela, a política de preços mínimos pode ter a metodologia incrementada para chegar a números ainda mais reais, mas setores como o arroz não devem ter uma antecipação da atualização do valor antes do início da próxima safra.

“Vamos ter algumas mudanças, sim. Precisamos sair da zona de conforto, mas não será nada radical e irresponsável. Temos que reavaliar a rede de armazéns, onde é preciso e onde não é, ver o que é útil. Não podemos ter um custo para mantê-los maior que o nosso patrimônio”, destacou.

 

A Conab tem atualmente cerca de 178 armazéns e pelo menos 67 deles devem entrar no processo de venda, alienação ou concessão. O novo presidente da companhia, Newton Araújo Júnior, afirmou que ainda não há prazo para isso ser feito, mas que será ‘rápido’. No entanto, problemas até com a documentação dos empreendimentos podem dificultar ou atrasar os planos.

Ele afirmou ainda que será necessário analisar cada caso para determinar quais estruturas serão vendidas em leilões e quais podem, por exemplo, serão alugadas para empresas privadas. Segundo ele, o órgão tem hoje apenas 2% da capacidade de armazenamento da iniciativa privada no país.

Boletins da Conab

A ministra também pediu mais agilidade na divulgação de informações estratégicas do agronegócio. O pedido é para que o boletim de acompanhamento de safra, que é mensal, seja semanal.

“Quero fazer um desafio. Precisamos estar na frente da informação. A iniciativa privada não pode dar informação antes. Meu sonho é ter um acompanhamento da safra semanal como recebo no celular de várias empresas privadas. Temos que andar na vanguarda dessa modernidade do campo”, pontuou.

O novo diretor de Políticas Agrícolas da Conab, Guilherme Bastos Filho, afirmou que é possível implementar a medida e que a missão é gerar mais informações de forma mais rápida.

A falta de recursos é um dos motivos para a desmobilização de armazéns da companhia. Ela também tem afetado os programas de comercialização de produtos que ajudam a equacionar o mercado e equilibrar preços. No ano passado, o órgão gastou R$ 1,5 bilhão com esses instrumentos. Segundo o presidente Newton Júnior, há pouco tempo esse orçamento passava de R$ 5 bilhões.


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