Mototaxista é espancada e estuprada por passageiro após corrida em Rio Branco; suspeito de agressão é achado morto

Homem foi encontrado morto próximo ao local do crime e família nega acusação. Mulher foi agredida por duas horas e está internada na maternidade Bárbara Heliodora, diz sindicato.

Mulher está em observação na maternidade Bárbara Heliodora (Foto: Quésia Melo/G1)

Mulher está em observação na maternidade Bárbara Heliodora (Foto: Quésia Melo/G1)

Uma mototaxista, que não teve o nome divulgado, foi espancada e estuprada por um passageiro na noite de sexta-feira (20). O caso ocorreu no bairro Distrito Industrial, em Rio Branco. A mulher está internada em observação na maternidade Bárbara Heliodora e o suspeito da agressão foi encontrado morto.

Ao G1, o presidente do Sindicato dos Mototaxistas (Sindmoto), Luiz Araújo, relatou que a mulher foi atender a uma corrida repassada pela central de rádio. Ao chegar no local, o passageiro a derrubou da moto e começou o espancamento. A vítima teria passado duas horas sob as agressões e foi achada nua.

“Ele jogou a moto, arrastou ela e começou a espancar. Até que populares passaram pelo local, viram a moto jogada e acharam estranho. Ela estava com as roupas todas rasgadas, foi atacada. Somente quando uma pessoa chegou no local, conseguiu tirar o homem de cima dela”, conta.

Possível agressor é achado morto

A Polícia Militar (PM-AC) foi acionada e fez buscas pela área de mata para onde o passageiro correu. Segundo Araújo, os policiais ficaram no local até umas 21h, mas depois foram prestar ajuda à mototaxista.

Ao menos 200 mototaxistas continuaram as buscas sozinhos com o apoio de moradores no local. Um homem, identificado por Gabriel de Oliveira Lima, 31 anos, foi achado morto próximo ao local do crime e é apontado como o agressor. A família do suspeito nega as acusações de estupro e afirma que ele foi morto pelos mototaxistas.

O presidente do sindicato disse que esse é o momento de o caso ser investigado e afirma que estão prestando todo apoio à vítima. A mulher, segundo o Araújo, trabalha na área há cerca de sete anos.

“Em uma situação como essa a população se revolta né? Só ela sabe os horrores que passou. Esse momento é de total apoio a ela. Agora temos que aguardar, ainda estou em choque e esse é um momento para se resguardar. Qualquer versão que seja dita deve ser apurada”, finaliza.


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