Mato Grosso é o 6º em mortes causadas pela Covid-19 no país com 2.893 vítimas fatais da doença até esta quinta-feira (03/09/2020)

Por G1 MT e TV Centro América

Em Mato Grosso é o sexto do país em mortalidade pela Covid-19. Até esta quinta-feira (3), foram registrados 2.893 óbitos pela doença e 96.349 casos confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Os números, porém, estão caindo. Entre julho e agosto, houve queda de 20% nas mortes.

No estado, 254 pacientes estão na UTI de hospitais públicos e 260 em enfermarias públicas. A taxa de ocupação está em 64% para UTIs adulto e em 30% para enfermarias adulto.

Entre os infectados, 15.255 estão em isolamento domiciliar e 77.046, recuperados.

De 1º de junho a 1º de julho, o estado teve 598 mortes. No mês seguinte, mais que dobrou. Foram 1.211 e em agosto caiu um pouco. Foram quase mil mortes: 961. Considerando a média móvel, que considera os últimos 14 dias, as mortes em mato grosso estão em situação estável.

O sistema de saúde de Mato Grosso passou por uma situação de colapso por pouco mais de um mês, com 100% das vagas de UTI ocupadas. Desde então, o governo aumentou as vagas para casos graves. e hoje há leitos vagos.

No entanto, o número de mortes se manteve alto, segundo especialistas em saúde.

O pesquisador da Fundação Osvaldo Cruz, Diego Xavier, disse que a distribuição de remédios sem eficácia prejudicou.

“A população foi às ruas acreditando que essa política de distribuição de remédios sem eficácia teria algum efeito, o custo que o estado pagou, e que a população pagou foi um numero muito elevado de óbitos e casos”. afirmou.

O estado e as prefeituras liberaram praticamente todos os serviços, inclusive aos domingos. Para a professora de infectologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Márcia Hueb, que acompanha a evolução da doença, os governos fazem flexibilizações sem base científica.

“Há uma recente liberação de atividades, para eventos, festas, que leva a uma aglomeração. Então, à medida em que estamos mais próximos, juntos, não respeitando as medidas de distanciamento, que sabemos que é importante podemos voltar a subir o número de caso e isso é muito perigoso. Estamos no meio de uma pandemia, não saímos dela e não temos ainda medicamentos e vacina”, disse.


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