Novo laudo mostra que Jeep de médica estava a 118 km/h

Desta vez, o perito do Forense Lab esteve no local do acidente e usou partes da gravação de um vídeo do momento do impacto para reconstituir a cena do dia do atropelamento.

O laboratório Forense Lab emitiu um segundo laudo pericial monstrando que o Jeep Compass – dirigido pela médica dermatologista Letícia Bortolini – estava a 118 km/h no momento em que atropelou e matou o verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48 anos, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

O acidente fatal ocorreu no dia 14 de abril, quando Letícia e o marido dela voltavam de uma festa open bar. Após a batida, o casal fugiu sem prestar socorro à vítima.

Para elaborar o novo documento, o perito esteve no local do acidente e usou partes da gravação de um vídeo do momento do impacto para reconstituir a cena do dia do atropelamento.

“O tempo final é de 04:35,977 s e o tempo inicial é de 04:35,143 s, resultando na diferença de 0,834 s, ou seja, o veículo sinistrado na trajetória estudada de colisão, demandou 834 milissegundos para atingir o pedestre. A velocidade média encontrada na trajetória do acidente foi de aproximadamente 118,66 km/h”, diz trecho do documento.

Para chegar a essa velocidade, o perito explica que usou a “variação da distância foi calculada no Tópico IV.3.1, tendo o resultado de 27,49 m e a variação do tempo encontra-se expresso no Tópico IV.3.2 de 0,834 s”.

No entanto, a médica teria “pisado” no freio e reduziu a velocidade após perceber que ia atropelar a vítima que atravessa a avenida com um carrinho de verdura, como aponta o laudo anterior.

“Verifica-se que a metodologia discutida no parecer técnico possui alta precisão por utilizar equipamentos de ponta, acurácia de GPS Hyper-V e aparato técnico especializado. Nota-se que ocorreu dissipação de energia na colisão com o indivíduo, vindo a reduzir sua velocidade em seguida, ratificando o parecer técnico anterior de que após o acidente, estaria com velocidade de pelo menos 95 km/h”.

A decisão de solicitar o novo laudo ao laboratório é devido às acusações do Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco) de que o primeiro documento era plagiado. A primeira perícia tinha sido feita a pedido da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) depois que a Polítec apontou que a médica estava a apenas 35 km/h quando bateu Francisco.

O acidente

Na data do atropelamento, Letícia fugiu, mas foi seguida por uma testemunha e presa logo depois, no bairro Jardim Itália.

A médica chegou a ter a prisão preventiva decretada em audiência de custódia no  dia 15 de abril, porém, a defesa entrou com um habeas corpus no Tribunal de Justiça. Ela foi liberada da cadeia por decisão do desembargador Orlando Perri, no dia 16 do mesmo mês, que acatou a justificativa de que ela tem um filho de um ano e seis meses para cuidar.

fonte: reportermt


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