Nuvem de gafanhotos destrói lavoura de milho na Argentina e pode chegar ao Brasil

Segundo órgão do governo do país vizinho, regiões da fronteira oeste do Rio Grande do Sul estão no alerta; em um quilômetro quadrado, até 40 milhões de gafanhotos podem comer o que 2 mil vacas consomem em um dia.

Por Francielle Bertolacini, de São Paulo

O aparecimento de uma nuvem de gafanhotos na Argentina assustou produtores rurais, assim como entidades do governo do país. Nesta segunda-feira, 22, o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina publicou um mapa com alerta da praga em que é possível ver uma faixa vermelha que representa ‘perigo’. Regiões da fronteira oeste do Rio Grande do Sul estão no alerta dos argentinos.Mapa de alerta de gafanhotos

Mapa de alerta de gafanhotos – Fonte: Senasa Argentina

Ainda nesta segunda, o governo de Córdoba, outra província argentina, também alertou para a passagem dos gafanhotos na região. “O Ministério da Agricultura de Córdoba e o Senasa monitoram a situação. Em Córdoba, ambas as propriedades possuem protocolos de trabalho para serem ativados em caso de entrada da praga”, disse no Twitter.PUBLICIDADE

Gobierno de Córdoba@gobdecordoba

Ante el ingreso de #langostas al norte de la provincia de #SantaFe, @MinAgriCba y @SenasaAR monitorean la situación. ⚠ En #Córdoba, ambos estamentos tienen protocolos de trabajo para activar en caso del ingreso de la plaga. ✅ Más info 👉 https://bit.ly/LangostasStaFe 

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Segundo comunicado, a nuvem de gafanhotos entrou no país pelo Paraguai no fim de semana. “Deve-se lembrar que em aproximadamente um quilômetro quadrado, até 40 milhões de insetos podem ser mobilizados, comendo pastagens equivalentes ao que 2.000 vacas podem consumir em um dia”, disse.

As autoridades da província informaram ainda que os produtores devem relatar a presença da praga em áreas rurais e que ações de monitoramento estão sendo realizadas.

Ameaça à produção

Segundo o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar, os insetos podem causar danos às culturas e aos pastos mas não às pessoas. “As nuvens de gafanhotos podem passar por comunas, vilas ou cidades, mas não causam danos diretos aos seres humanos. Podem causar danos às culturas e aos pastos, mas não constituem um risco para as pessoas”, diz um comunicado.

Em outra postagem, o Senasa mostra o prejuízo causado pela nuvem de gafanhotos em lavouras de milho e mandioca. “Notamos a presença de uma nuvem de gafanhoto do Paraguai, em Colonia Santo Domingo, na cidade do General Manuel Belgrano, Formosa. Vamos avaliar a densidade da população da peste e os danos causados ao milho e mandioca”.Senasa Argentina@SenasaAR

#AlertaLangosta ⚠️🦗 Constatamos la presencia de una manga de #langostas proveniente de Paraguay 🇳🇱 en Colonia Santo Domingo, localidad de General Manuel Belgrano, #Formosa. Estamos evaluando la densidad de la población de la plaga y los daños a los cultivos de maíz y mandioca.

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31Informações e privacidade no Twitter Ads24 pessoas estão falando sobre issoSenasa Argentina@SenasaAR

#AlertaLangosta ⚠️🦗 Ante la constatación del ingreso a #Formosa de mangas de #LangostaSudamericana provenientes de #Paraguay intensificamos las tareas de monitoreo en el departamento San Martín, en #Salta con el objetivo de lograr detecciones tempranas de la plaga.

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18Informações e privacidade no Twitter AdsVeja outros Tweets de Senasa Argentina

Nas redes sociais o engenheiro agrônomo e chefe do Programa Nacional de Gafanhotos do Senasa, Hector Emilio Medina, postou imagens impressionantes do seu trabalho. Em uma postagem, ele comenta que esta é a primeira vez que em muitos anos o Brasil e o Uruguai aparecem no mapa de alerta da praga.

fonte: canal rural


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