Pais de criança que ingeriu soda cáustica apelam por vaga em UTI: “estamos desesperados”

Foto: Assessoria

Defensoria conseguiu liminar da Justiça, que obriga o Estado a fazer a transferência, porém, a informação é de que não há vaga no sistema

Laryssa da Silva, um ano e um mês, está internada no Hospital Regional de Água Boa, 741 km de Cuiabá, em estado grave e com risco de perder a vida, precisando, com urgência, de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela ingeriu soda cáustica e sofreu queimaduras, internas e externas na boca, além do esôfago e estômago, o que a impossibilita de se alimentar.

A Defensoria Pública de Mato Grosso conseguiu liminar da Justiça, que obriga o Estado a fazer a transferência, porém, a informação é de que não há vaga no sistema.

O defensor que atua no Plantão da Defensoria Pública, em Ribeirão Cascalheira, Rodrigo Machado Fonseca, afirma que a situação é desesperadora. “O médico nos relatou que a situação dela é muito grave em decorrência dos ferimentos e que, em consequência deles, ela está impossibilitada de se alimentar desde quinta-feira (14/3), quando tudo aconteceu. Diante disso, os médicos a estão mantendo hidratada e ministrando vitaminas. É só o que podem fazer”, relata o defensor.

Fonseca informa ainda que já solicitou orçamento de um hospital no estado de Goiás, para poder entrar com o pedido de bloqueio de bens do Estado, para que, em caso positivo, consiga a transferência para um hospital privado. Porém, ele informa que o hospital está sem vagas. “Essa medida é uma alternativa, porém, temo que seja muito demorada. O necessário é que a transferência seja feita o mais rápido possível. Porém, vamos continuar tentando nos municípios maiores de Mato Grosso e em estados vizinhos. Porém, avaliamos que conseguir esse bloqueio no final de semana, será difícil”, avalia.

O caso de Laryssa chegou à Defensoria na sexta-feira (15/3), depois que os pais perceberam que apenas administrativamente, não conseguiriam socorro adequado para a filha. O defensor público Wendel Renato Cruz entrou com uma ação de obrigação de fazer, com pedido de liminar, em Água Boa, e a decisão do juiz Jean Louis Maia Dias, determinando a transferência, saiu às 20h de sexta-feira (15/3).

“Assim que pegamos a decisão, informamos a equipe de regulação de Cuiabá e Várzea Grande, mas eles nos disseram que não há vaga e que só poderão determinar a ida de Laryssa, se houver liberação. Do contrário, dizem que não há o que fazer”, conta o defensor.

O hospital Regional de Água Boa não conta com UTI e o pai de Laryssa, Diones Arantes da Silva, faz um apelo pela vida da filha. “Estamos desesperados”.

fonte: Olivre


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