Paralisação causou prejuízos incalculáveis no setor aviário

As consequências da greve geraram uma frustração em toda a cadeia de produção

Em entrevista para o Engormix, o Diretor Global de Contas Estratégicas da Cargill Nutrição Animal, Mário Penz afirmou que a paralisação dos caminhoneiros teve um “impacto irreversível no processo de produção” e afetou todo o ciclo da criação de aves, causando prejuízos incalculáveis. Segundo ele, como a indústria animal envolve o desenvolvimento de seres vivo e por isso tem um fluxo contínuo, ela não está preparada para paradas imprevistas.

De acordo com ele, primeiramente os frangos deixaram de ser transportados para os frigoríficos, o que causou um grande aumento na mortalidade. Ele ainda alerta que as aves mais jovens, que conseguiram resistir à situação, tiveram seu desenvolvimento comprometido permanentemente e que as consequências finais disso só poderão ser avaliadas daqui há algumas semanas.

“O que foi feito com os ovos férteis e os pintos de um dia, produtos deste segmento da avicultura, se não havia transporte? Perda inestimável! As galinhas produtoras de ovos comerciais sofreram o mesmo dano pela falta de alimentos e aqui a indústria também se viu comprometida pela falta de escoamento da produção, que tem um produto cujo prazo validade é muito curto” , destaca ele.

A greve dos caminhoneiros impulsionou ainda mais os efeitos negativos com os quais o setor já vinha sofrendo, como os baixos preços de comercialização e a alta nos insumos. Penz afirma que as consequências da greve geraram uma frustração em toda a cadeia de produção devido a “impotência coletiva” que só foi aumentando com o passar dos dias e o agravamento da situação.

Para ele, não há “uma solução simples e que permita ser implementada por todo um setor” e as alternativas adotadas pelas empresas para sustentar sua produção após a situação imprevisível serão variadas e complexas, dependendo diretamente das estratégias adotadas pelas empresas as diferentes características de cada negócio. Ele também lembra que o setor está sofrendo com as medidas antidumping aplicadas pela China ao frango brasileiro, já que importadores chineses terão que pagar depósitos de 18,8% a 38,4% do valor de suas compras de carnes vindas do Brasil.

Fonte: Agro Link


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