Polícia deflagra operação contra mandantes de ataques a agentes penitenciários

Foram cumpridos ao menos 13 mandados na manhã desta terça-feira (2)

Divulgação/PJC

As ordens de prisão foram cumpridas em Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Água Boa e Tangará da Serra

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) deflagraram na manhã desta terça-feira (3) a Operação Segregare, destinada a cumprir mandados de prisão contra nove suspeitos, mandantes e executores, de ataques contra três casas de agentes penitenciários e à sede do sindicato da categoria.

 

Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio investigativo do Núcleo de Inteligência da Diretoria Metropolitana e Inteligência do Sistema Penitenciário da Sejudh.

 

Também integraram o trabalho a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), as delegacias Lucas do Verde, Guarantã do Norte, Sorriso, Tangará da Serra e Água Boa, a Gerência de Operações Especiais (GOE), o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPaer) e a diretoria de inteligência da Polícia Federal.

 

As ordens de prisão foram cumpridas em Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Água Boa e Tangará da Serra. Os suspeitos são investigados em crimes de tentativa de homicídio qualificado (4 vezes) e organização criminosa.

 

Os alvos da operação são cinco mandantes apontados como lideranças de alto escalão de uma facção criminosa. Foram eles que ordenaram os ataques praticados por membros de menor escalão, que estão do lado de fora da cadeia.

 

Quatro dos líderes estão presos em estabelecimentos prisionais do Estado e serão notificados das ordens dentro das unidades. São eles: J.L.B. (Lobo), C.L.A. (Timpa), J.P.M. (G3) e G.A.R. (Tangará da Serra).

 

O quinto, P.C.S. (Petróleo), é um dos principais chefes da facção, que foi solto recentemente. Ele foi preso na cidade de Sorriso, na sexta-feira (29), depois que equipes do GCCO permaneceram em vigília por quatro dias. O suspeito foi transportado no sábado (30) para Cuiabá, em aeronave do CIOPaer e submetido a audiência de custódia, permanecendo preso em uma unidade prisional.

 

Os demais alvos são: B.D.S. (PCE), W.O.M., E.S.G. e T.O.B.

 

As investigações iniciaram em março deste ano, após tiros efetuados na noite do dia 22 de março contra a casa de um agente penitenciário no bairro Nova Conquista, em Cuiabá.

 

No dia seguinte, às 6h de 23 março, disparos foram feitos contra a sede do Sindicato dos Agentes Penitenciários. Novos disparos em duas casas de agentes ocorreram na madrugada do dia 24 de março, sendo um por volta de 01h30, na região de chácara do bairro Sucuri, Capital, e às 02h30 em uma residência no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande.

 

Os criminosos também são investigados pela possível participação na explosão de um pedaço do muro da Secretaria de Estado de Segurança Pública, ocorrido na madrugada do dia 18 de abril.

 

Imagens de explosivos, armas e mensagens encontradas em celulares apreendidos com os presos  durante revistas realizadas pelo Sistema Penitenciário nas celas, indicam que eles também planejaram e executaram a ação criminosa contra a Sesp.

 

Todos os celulares apreendidos nas revistas são encaminhados à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para análise de conteúdos, que são usados como elementos de prova na investigação.

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fonte: midianews


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