Policial que agrediu idoso de 91 anos em agência bancária em MT cita sobrecarga e pede desculpas

Na retratação, o policial classifica a agressão como um incidente e cita a sobrecarga de serviço. Imagens mostram idoso de 91 anos sendo empurrado e cai no chão.

Idoso de 91 anos foi agredido dentro de agência bancária em Cuiabá (Foto: Reprodução)

Idoso de 91 anos foi agredido dentro de agência bancária em Cuiabá (Foto: Reprodução)

O investigador da Polícia Civil Ailton Afonso Batista, de 51 anos, que aparece em um vídeo agredindo um idoso de 91 anos após acusá-lo de furto dentro de uma agência bancária em Cuiabá, pediu desculpas em uma nota pública, divulgada nesta segunda-feira (30).

O caso foi registrado na sexta-feira (27). Um vídeo mostrando o momento da agressão circulou nas redes sociais. (Veja o vídeo abaixo).

Na retratação, o policial classifica a agressão como um incidente e cita a sobrecarga de serviço.

“Peço perdão à vítima e seus familiares, à minha família e à comunidade mato grossense por cometer tal insensatez. Estou convencido de que deveria ter agido com a razão, em vez de me deixar levar pela emoção”, diz trecho da nota.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima e as testemunhas contaram que o policial ameaçou o idoso com uma arma o acusando de ter furtado o cartão dele.

Na ocasião, a Polícia Civil alegou que já tomou ciência do caso e está “tomando as providências cabíveis”.

Vídeo mostra policial agredindo idoso em banco em Cuiabá

Nas imagens é possível ver o policial dando um empurrão no idoso que cai no chão. A agressão foi registrada numa agência que fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na capital.

“É preciso lembrar, também, que o desempenho da função policial sofre uma sobrecarga de serviço que significa trabalhar sob pressão, principalmente em um momento em que os policiais são vítimas de tamanha violência em nosso país. Porém, nada justifica a minha falha”, alega o policial.

No pedido de desculpas, o policial ainda afirma que está preparado para responder pelos atos dele.

“Antes de ser policial civil, eu também sou um ser humano sujeito a erros como qualquer outra pessoa. Estou ciente do meu erro e preparado para responder pelo que fiz”, finaliza.


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