Populares espancam homem que agredia filho em Alta Floresta

Foto: Divulgação


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Essa semana no município de Alta Floresta foi registrado o caso em que um pai, depois de dar uma surra em um dos nove filhos, acabou sendo alvo de um espancamento cometido por populares. O registro da Polícia Militar informa que a vítima, de 50 anos foi surpreendida em casa por cinco elementos quais lhe lhe agrediram com socos, pontapés e pauladas.

Os agressores, pelo menos em Boletim de Ocorrência não foram identificados. Mas o homem de 50 anos, que sofreu o espancamento em sua casa comentou que os elementos que o agrediram disseram que a surra seria uma lição para que não voltasse a bater em um dos filhos. “Eles queriam me matar. O chefe usava uma arma e os outros tinham pedaço de pau nas mãos. Foram primeiro em três e voltaram depois em cinco”, lembra o morador da Rua Laguna que é amasiado com uma mulher de 19 anos. Os dois tem nove filhos entre 10 meses e 14 anos. Dois são enteados dele, filhos apenas da mulher em uma outra relação.

O filho qual teria levado uma surra do pai que deixou marcas da violência nas costas seria um dos enteados. “A surra que dei foi para educar ele. Posso ter errado e me excedido no momento do nervosismo, mas o que fiz foi para educar”, argumentou o padrasto alegando que queria corrigir um menino que segundo ele, estaria, a mando de grupos ligados à facção criminosa, cometendo algumas infrações como furto. “O que fiz foi para o bem dele. Faço para o bem dos meus filhos”, defendeu-se o pai.

Mas o grupo de pessoas que acabou agredindo também o pai e prometendo voltar caso ele desse nova surra no filho não seria o único indignado com a violência doméstica do homem de 50 anos contra as crianças. Há informes de uma instituição que acompanha a família há três anos que o caso é muito mais complexo, que a mãe das crianças vive na casa com muito medo e que as ações abusivas do pai não se resumem à surras.

O caso da família é investigado pela Polícia Civil, mas segundo o Conselho Tutelar, é de conhecimento também do Ministério Público e de uma rede ligada à Assistência Social do Município. “O direito daquelas crianças há muito já foi violado e o risco de continuar é grande”, confidenciou o conselheiro tutelar Alecrim de Andrade.

O homem que é pai das nove crianças saiu de casa e não tem voltado, com medo de ser alvo de novo espancamento por parte de populares. Mas ele diz que quem lhe bateu são bandidos e que ele, apesar de reconhecer o erro que cometeu em bater de corda e cinta, deixando marcas nos filhos, continua a acreditar que seu comportamento era apenas “para educar”.

fonte: nativanews


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