Pragas e doenças representam 37% do custo do algodã

Entidades da área estão exigindo agilidade do governo para a aprovação de novas alternativas de combate

Atualmente o maior empecilho para os cotonicultores são as pragas e as doenças, que continuam representando cerca de 37% dos custos totais de produção do algodão em solo brasileiro. De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Márcio Portocarrero, além do bicudo e da mosca branca, a mancha da ramulária, causada pelo fungo Ramularia aréola, também está causando prejuízo para os produtores.

Segundo ele, as doenças vão se modificando com o passar do tempo, à medida em que a tecnologia de proteção e combate vai aumentando. A mancha da remulária, por exemplo, era considerada secundária até a década de 1990 e agora vem obrigando os cotonicultores a efetuarem até 12 aplicações de defensivos em apenas uma safra.

Para ele, a situação é motivada por alguns fatores que acabam agravando o problema, dentre eles estão listados às condições ambientais favoráveis nas regiões de cultivo, à alta capacidade de disseminação do fungo, às grandes áreas de monocultura, além da utilização de variedades vulneráveis. De acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Algodão), Alderi Araújo, que coordena a Rede de Pesquisa de Ramulária, existem alguns fungos que já estão resistentes aos defensivos químicos.

“Observamos que nem sempre apresentam uma resposta satisfatória, o que nos leva a suspeita de resistência. Diante da gravidade desse problema, nos unimos a produtores, outros pesquisadores, consultores e empresas para no final desta safra termos informações que permitam ao produtor melhorar o seu programa de controle da doença e reduzir os custos com aplicações”, comenta.

Agora, a Rede afirmou que está trabalhando em novas soluções para diminuir o custo de produção dos cotonicultores. Uma das atitudes é um documento que será encaminhado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) ressaltando a prioridade existente para a cultura. “A cotonicultura não pode mais esperar”, conclui Portocarrero.

Fonte: Portal do Agronegócio


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