Predisposição ao Suicídio de adolescentes é problema de saúde pública em Tabaporã-MT, levando adolescentes de 13 anos a se mutilarem com cortes similares aos do desafio da Baleia Azul

A reportagem de O Melhor da Notícia teve acesso a dois casos de adolescentes que cortaram-se com lâmina de barbear e outros instrumentos cortantes em Tabaporã-MT, sendo uma delas G.B. e ambas  alegaram a nossa reportagem que quando se cortam ajuda a aliviar as angústias da vida. O Melhor da Notícia conversou com duas adolescentes que chegaram a receber atendimento hospitalar chegando a ficarem internadas. O comportamento silencioso por algumas frustrações, abusos sexuais e estupros sofridos ao longo da adolescência e infância por pessoas que na maioria das vezes são pessoas próximas e que deviam dar amor e atenção ao invés de agirem como pedófilos e abusadores.

No Brasil em 2017 s casos de jovens de 15 a 29 anos que cometeram suicídio é maior entre os homens, cuja taxa é de 9 mortes por 100 mil habitantes. Entre as mulheres, o índice é quase quatro vezes menor (2,4 por 100 mil).

Nos dois casos O Melhor da Notícia conversou com as adolescentes e monitorou a rede social “Facebook” de ambas adolescentes por vários dias que demonstraram traços que preocuparam muito nossa equipe, pois as adolescentes trocam seus sobrenomes na rede, devendo ser acompanhadas mais de perto pelos órgãos e profissionais ligados a saúde psicossocial de Tabaporã-MT para que não venhamos a ter uma tragédia de vidas ceifadas. Uma das adolescentes a equipe de O melhor da Notícia tem conhecimento que o conselho tutelar e NASF (Núcleo de Atenção a Saúde da Família), já acompanhou a adolescente em um caso de suspeita de abuso sexual.

O Melhor da Notícia tem o  papel como veículo de comunicação a obrigação de alertar as autoridades competentes quanto a gravidade de quaisquer problemas sociais com a população tabaporaense prezando pelo amor ao ser humano, sempre resguardando a vida  de todos. O contato para auxílio as pessoas que sintam-se deprimidas, desvalorizadas e que sentem que não conseguem sair desta situação sozinha podem e devem entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) ligue gratuitamente no número 188 pelo endereço: https://www.cvv.org.br/  e em Tabaporã os munícipes que necessitarem ou tenham conhecidos ou parentes que necessitam podem procurar o NASF em anexo ao Hospital e Maternidade Dr. Carlos Vidoto e solicitar junto ao Psicólogo Robson Bertapelli e a secretária de saúde Célia Soffa que terá todo apoio e ajuda na situação.

No mês de combate ao suicídio os jovens, adolescentes e idosos de Tabaporã precisam de cada vez mais atenção da saúde pública, pois o mal que assola o século “DEPRESSÃO” vem fazendo vítimas de maneira silenciosa!

O ministério da saúde vem investindo na prevenção ao suicídio ampliando o número de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ligações gratuitas para o Centro de Valorização da Vida (CVV) e qualificação dos profissionais dos SUS

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (20/09) novos dados sobre tentativas e óbitos por suicídio no país. A publicação acontece no mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, “Setembro Amarelo”. O levantamento aponta que a intoxicação exógena é o meio utilizado por mais da metade das tentativas de suicídio notificadas no país. Com relação aos óbitos, a intoxicação é a segunda causa, com 18%, ficando atrás das mortes por enforcamento, que atingem 60% do total. A atualização do boletim é uma das metas da Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio, lançada pela pasta em 2017. Para ampliar a assistência, foram habilitados novos CAPS, implantadas ligações gratuitas para o CVV em todo o país, além da qualificação dos profissionais que atuam no SUS.

Assista ao vídeo da coletiva técnica sobre prevenção do suicídio

Entre 2007 e 2016, foram registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) 106.374 óbitos por suicídio. Em 2016, a taxa chegou a 5,8 por 100 mil habitantes, com a notificação de 11.433 mortes por essa causa.

“É importante a análise desses dados, pois é uma questão de saúde pública que tem se agravado no país, principalmente para que possamos diminuir o preconceito e o estigma nas pessoas que tentam o suicídio. Esses números vão ajudar a chegar aos principais focos para que possamos identificar melhor as causas e qualificar as nossas ações de saúde pública”, destacou a diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis e Promoção da Saúde (DANTPS), do Ministério da Saúde, Fátima Marinho.

Além de atualizar o panorama do suicídio no país, o Ministério da Saúde aprofundou as investigações sobre as tentativas devido à intoxicação exógena. Nos últimos onze anos, dos 470.913 registros de intoxicação exógena, 46,7% (220.045) foram devido à tentativa de suicídio. Em 2017, o número registrado foi cinco vezes maior do que 2007, saiu de 7.735 para 36.279 notificações. O Sudeste concentrou quase metade (49%) das notificações seguido da região Sul, que concentra cerca de 25%. O Norte foi o que teve os menores índices, em torno de 2%.

Veja apresentação da coletiva de prevenção ao suicídio

As mulheres representaram quase 70% (153.745) do total de tentativas de suicídio por intoxicações exógenas nesses 11 anos. Sobre os agentes tóxicos utilizados, os medicamentos correspondem a 74,6% das tentativas entre as mulheres e 52,2% entre os homens. As intoxicações exógenas resultam em 4,7% de óbitos em homens e 1,7% nas mulheres.

Assista ao vídeo sobre comunicação consciente

O suicídio é um fenômeno complexo e multifacetado, que pode afetar indivíduos de diferentes, origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Dentre as intervenções universais de prevenção do suicídio, destacam-se as relativas à restrição aos meios de suicídio (controle de armas de fogo e de acesso a agrotóxicos), a redução do uso prejudicial de álcool e outras drogas e a conscientização da mídia para comunicação responsável sobre o tema.

“Conversar sobre como agir nessas situações é fundamental para quebrar os mitos que existem hoje. A sociedade precisa estar orientada em relação as modalidades de tratamento para que as pessoas possam ter o cuidado de acordo com a necessidade clínica”, ressaltou o Coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.

ASSISTÊNCIA É FATOR DE PROTEÇÃO NA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

Para atingir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de redução de 10% dos óbitos por suicídio até 2020, o Ministério da Saúde lançou no ano passado uma agenda estratégica de prevenção.

Para a realização de ações de prevenção ao suicídio, serão liberados R$ 4,5 milhões para o desenvolvimento de pesquisas que sobre o risco de suicídio e saúde psicossocial em pessoas vivendo com HIV e acometido por transtornos mentais, que contará com a colaboração de pesquisadores internacionais. O total previsto para essa ação é de R$ 12 milhões. Os projetos serão selecionados a partir de edital de chamada pública para pesquisadores.

Também foi destinado R$ 1,4 milhão para a realização de projetos nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS), nas capitais de Manaus (AM), Campo Grande (MS), Boa Vista (RR), Teresina (PI), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC), consideradas prioritárias devido ao alto índice de suicídio.

Além disso, outros R$ 500 mil foram liberados para a ampliação da gratuidade nas ligações para o telefone do Centro de Valorização da Vida (CVV), o 188. A expansão da chamada sem cobrança no país vem acontecendo desde o ano passado, após convênio assinado com o Ministério da Saúde. No ano passado, o CVV recebeu dois milhões de ligações de cidadãos em busca de ajuda, o que corresponde ao dobre registrado em 2016. A expectativa para este ano é de 2,5 milhões de ligações.

Outra ação realizada neste último ano foi a habilitação de 109 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), localizados em 20 estados. De acordo com dados do Ministério da Saúde, nos locais onde existem Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), uma iniciativa do SUS, o risco de suicídio reduz em até 14%.

Em uma no, foram capacitados 62 multiplicadores para qualificação das ações de prevenção de suicídio nos seis estados com maiores taxas de mortalidade por essa causa. A qualificação permitirá uma melhor notificação das tentativas e óbitos por suicídio, orientação sobre o cuidado a pessoas com ideação/tentativa de suicídio e seus familiares; e organizar os fluxos assistenciais.

Nas comunidades indígenas, as ações de prevenção e qualificação do atendimento reduziram em um ano, 10,2% óbitos nos DSEIs com Linha de Cuidado de Prevenção do Suicídio implantada. Foram capacitados 550 profissionais nas linhas de cuidado locais de prevenção do suicídio, realizadas duas oficinas em locais prioritários e qualificadas ações de saúde indígena nos CAPS, com foco em ações nos territórios indígenas, realizadas coletivamente com a comunidade, em especial jovens e lideranças indígenas.

Frases de alerta - prevenção do suicídio

 da redação por SDK com informações Victor Maciel, da Agência Saúde


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