PROFISSÃO REPÓRTER: Em rede nacional, as dificuldades de estrutura física das escolas estaduais de MT e professores pedem esmola nas ruas de Cuiabá após greve e governo cortar salários

programa mostrou dificuldades dos alunos em frequentar as escolas, por falta de professores e material escolar, no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia.

Professores protestam contra lei que congela salários por dois anos

O programa Profissão Repórter, da TV Globo, que foi ao ar na noite de quarta-feira (14) mostrou a greve dos professores da rede estadual de ensino que durou 75 dias e a péssima infraestrutura de algumas escolas de Mato Grosso.

Na reportagem, servidores aparecem pedindo esmola por ficarem sem receber o salário, devido ao corte de pontos imposto pelo Governo do Estado.

O programa destacou que a greve deixou mais de 200 mil alunos sem aulas em Mato Grosso e que o motivo da paralisação é um projeto que prevê o congelamento dos salários dos docentes por dois anos e que o governo alega que, sem receitas, não pode dar aumento salarial para não ir contra a lei de responsabilidade fiscal.

A repórter Nathalia Tavolieri, que visitou algumas comunidades que sofrem com a falta de investimentos, pontuou que como consequência do movimento, muitas escolas ficaram vazias, sem esconder seus problemas estruturais.

“É muito quente na sala de aula. E quando chove não tem condições de ficar dentro da sala, alaga tudo e tem muitas goteiras”, disse a aluna Renata Batista.

Em Água Branca, a 300 quilômetros de Cuiabá, uma comunidade rural adaptou um antigo estábulo e o transformou em escola.

“Se a gente não fizer isso teremos um impacto muito grande na evasão escolar, que é algo recorrente. Já tem uma evasão muito grande em todo o Estado e no nosso município não é diferente”, explica a professora Maria Antônia do Nascimento sobre usar um estábulo como sala de aula.

A professora também desabafou sobre as condições em que precisa lecionar.

“Um aluno estudando uma sala com 50 e poucos graus na cabeça, toda hora ele tem que tomar água, tem que sair da sala de aula, ele precisa de algo. Eu sou realizada porque gosto da minha profissão. Não serei outra coisa na vida se não professora. E para o aluno, a referência de uma comunidade é a escola. Aqui eles só têm a escola e uma igreja”, completa Maria.

Outro lado

Em conversa com a equipe do Profissão Repórter, a secretária de Educação Marioneide Angélica Kliemachewsk afirmou que existe uma recomendação do Ministério Público para que os salários dos professores não recebam um aumento.

“Nós tivemos um total de oito reivindicações dos professores, e seis foram atendidas. Existe também uma recomendação do Ministério Público que não se dê aumento neste momento, enquanto não sanar as contas públicas do Estado do Mato Grosso”, explicou.

Depois de 75 dias em greve, o sindicato dos professores e o governo de Mato Grosso entraram em um acordo. As aulas foram retomadas nesta quarta-feira (14).

Fonte: reportermt


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