Rumo ao Paiaguás, Mauro Mendes quer pagar folha salarial dos servidores públicos dentro do mês trabalhado

O pagamento dos salários dos 100 mil servidores estaduais ainda no mês trabalhado é uma das propostas do pré-candidato ao governo Mauro Mendes (DEM). A promessa é um desafio, já que atualmente a folha só é paga pelo governo no dia 10 do mês seguinte e, mesmo com a previsão da Constituição Estadual, causa grande transtorno e reclamação entre as categorias do serviço público.

O não pagamento até o dia 30 foi medida tomada pelo governador Pedro Taques (PSDB) em outubro de 2016, por conta da crise econômica no Estado. Inicialmente, o Executivo chegou a escalonar os pagamentos, dividindo por escala de salários.

Gilberto Leite

Mauro Mendes

Mauro Mendes em entrevista a jornalista Lidice Lannes, do RDTV, com o pé imobilizado por conta de uma cirurgia

A mudança do calendário no pagamento dos salários dos servidores, bem como o parcelamento da Revisão Geral Anual (RGA) foram fatores que ajudaram a desgastar a relação entre o Executivo estadual e o funcionalismo público. Em 2016, a polêmica acerca da RGA gerou uma greve geral dos servidores.

Ao análisar a relação de Taques com as categorias, Mauro lembra que quando foi prefeito de Cuiabá houve poucos problemas com os servidores municipais e que foram superados ao longo da gestão. “Vou tratar o servidor com respeito, diálogo e verdade. Certamente faremos esse esforço de pagar dentro do mês, como era feito há décadas”, explica o democrata em visita à sede do rdnews, nesta sexta (03).

Nos quatro anos à frente do Palácio Alencastro (2013-2016), no entanto, Mauro também enfrentou embates com os servidores municipais, a exemplo daqueles lotados nos setores da saúde e educação. Em 2016, o então prefeito abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra 82 médicos que não retornaram uma das inúmeras greves da categoria. Demissões foram cogitadas pelo próprio prefeito.

Todos meses é um desespero, chega no dia 10 e não sabe se paga ou não paga

Mauro Mendes

O democrata afirma que precisará do apoio do funcionalismo público, inclusive, para tirar o Estado do “buraco” que se encontra. “E eles serão nossos parceiros para tirar Mato Grosso dessa situação. Assim como na prefeitura, eu contei com a grande maioria”.

O pré-candidato explica que o pagamento no dia 10 gera uma insegurança aos servidores, uma vez que muitos têm compromissos e precisam honrá-los antes do prazo estabelecido pela constituição estadual. “Todos meses é um desespero, chega no dia 10 e não sabe se paga ou não paga”.

Apesar da intenção de retornar o pagamento para o último dia trabalhado, Mauro tem pregado caos no Estado e que precisará enxugar a máquina para colocar as contas em dia. Na coletiva do lançamento da pré-candidatura, o democrata disse, com base em levantamentos no Portal Transparência, que Taques entregará seu governo com restos a pagar de R$ 4 bilhões. O governo, no entanto, nega.

fonte: rdnews


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