Sem receber do governo, empresa retira ar-condicionado de contêiner usado por alunos como sala de aula em MT

A dívida é superior a R$ 300 mil e envolve salas também em outras escolas do interior do estado.

Por Leandro Trindade, TV Centro América

Sem receber do governo, empresa retira ar-condicionado de contêiner usado por alunos como sala de aula em Cuiabá (Foto: TV Centro América)

Sem receber do governo, empresa retira ar-condicionado de contêiner usado por alunos como sala de aula em Cuiabá (Foto: TV Centro América)

Alunos de escolas estaduais que estudam em salas de aula improvisadas correm o risco de ficar sem ter onde estudar. A empresa que aluga contêineres para o estado estaria sem receber e quer retirar as estruturas das escolas.

Uma delas é no Bairro Coophema, em Cuiabá.

Nenhum representante da escola quis gravar entrevista.

A empresa contratada pelo estado para alugar a estrutura alega que não recebe do estado há cinco meses e quer retirar a estrutura (Foto: TV Centro América)

A empresa contratada pelo estado para alugar a estrutura alega que não recebe do estado há cinco meses e quer retirar a estrutura (Foto: TV Centro América)

Sobre o atraso nos pagamentos, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) disse que houve necessidade de suspender os repasses por causa de falhas encontradas na instalação dos equipamentos e que a empresa foi notificada para que isso fosse sanado.

A secretaria disse ainda que realizou pagamento de três notas e as demais estão aguardando autorização do pagamento.

Há mais de um ano as salas de aulas de parte dos alunos da escola Ermelinda Figueiredo em Cuiabá são seis contêineres adaptados. Uma medida emergencial devido aos estragos causados por uma tempestade. O problema é que as crianças de 8 a 12 anos podem ficar sem os contêineres.

A empresa contratada pelo estado para alugar a estrutura alega que não recebe do estado há cinco meses e quer retirar a estrutura.

“São promessas infundadas, sempre [dizem]: ‘estamos pagando, verificando, estamos vendo, no final do mês paga’. Mas o pagamento efetivo não acontece”, disse o representante da empresa, Cleverson Lanzarin.

A dívida, segundo a empresa, é superior a R$ 300 mil e envolve salas também em outras escolas do interior do estado, como em Confresa, Sinop e Vila Rica.


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