Startup usa edição gênica para tomate terapêutico contra hipertensão

Técnica abre campo enorme para novas variedades voltadas à prevenção e tratamento de doenças.

A agtech japonesa Sanatech lançou o primeiro tomate editado geneticamente por CRISPR para tratamento de pacientes com pressão alta. O tomate GABA tem até cinco vezes mais um aminoácido que ajuda no relaxamento e reduz a pressão arterial.

Os chamados alimentos enriquecidos são desenvolvidos por engenharia genética para contarem, desde a lavoura, com propriedades terapêuticas e nutricionais aprimoradas.

A tecnologia abre um enorme campo para desenvolvimentos de alimentos com foco na prevenção e tratamento de doenças. Em outras palavras, um mercado com grande potencial para lavouras dos mais variados produtos como legumes, verduras, frutas, grãos e, também, proteína animal.

A Sanatech Seed disse, inclusive, que o tomate é o primeiro de vários desenvolvimentos em curso para alimentos com “benefícios nutricionais aprimorados”.

O tomate Sicilian Rouge High GABA da empresa foi desenvolvido usando a tecnologia de edição de genes CRISPR/Cas9. Ele contém altos níveis de ácido gama-aminobutírico (GABA). O aminoácido é benéfico para tratamento e prevenção da enfermidade crônica que atinge cerca de 35% da população brasileira

De acordo com Shimpei Takeshita, presidente da startup e diretor de inovação da Pioneer EcoScience, a distribuidora exclusiva do tomate, ele contém quatro a cinco vezes mais GABA do que um tomate normal.

“Este tomate representa uma maneira fácil e realista de que os consumidores possam melhorar sua dieta diária”, disse ele durante o Congresso Global do Tomate deste ano.

Takeshita disse que a razão para escolher a variedade Sicilian Rouge foi o alto a grande aceitação por consumidores. “O Sicilian Rouge é um tomate popular e os consumidores já estão acostumados a comprar. Por isso sentimos que era importante trazer a tecnologia de uma forma que já lhes era familiar”, explicou.

O Dr. Hiroshi Ezura, CTO da Sanatech Seed, disse no congresso que a CRISPR / Cas9 é mais simples e fácil de manusear do que outras técnicas de edição de genes, tornando-a ideal para o desenvolvimento de safras com características nutricionais aprimoradas.

Edição gênica

As regras no Japão permitem que produtos desenvolvidos usando edição de genes sejam vendidos, desde que com aprovação das agências regulatórias. A tesoura genética, como também é chamada, difere da transgenia pois, basicamente, apenas retira genes “descartáveis”. Isso simplifica a aprovação.

“Com OGM, você precisa produzir muitos dados para obter a aprovação regulatória do governo, enquanto com a edição de genes, você ainda precisa notificar o governo, mas a quantidade de dados que você precisa produzir é muito menor”, ​​explicou Ezura

Têm havido amplas campanhas de marketing no Japão para educar os consumidores sobre a diferença entre OGMs e edição gênica, portanto, há um nível mais alto de compreensão e aceitação desses produtos do que em outras partes do mundo.

fonte: canal rural


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