Taques nomeia namorada no governo do estado

Escândalo

Uso do poder público para conseguir relacionamentos é vedado por LEI

O governador Pedro Taques resolveu contratar a namorada, Marina Marchio, na Secretaria de Comunicação do Estado, que é ligada diretamente a seu gabinete, usando a estrutura pública para bancar o salário da nova amante.

Não se sabe se a publicitária precisou atar o romance para conseguir o emprego, mas fato é que circulou na imprensa que o governador estaria de novo ‘affair’, e tudo passaria apenas como um caso da vida particular, se não envolvesse estrutura e dinheiro públicos, já que o governador usou inclusive um evento do estado para apresentar a moça para sua mãe, Eda Taques, além de publicar a nomeação no Diário Oficial. Os três almoçaram entre uma visita e outra nas obras da trincheira da MT-010 (Estrada da Guia) e da duplicação da MT-251 (Estrada de Chapada).

Publicação no Diário Oficial

Publicação no Diário Oficial traz nomeação de namorada

A nomeação da namorada foi publicada no último dia 6, no cargo de assessora especial II, nível DGA 4. A publicitária está lotada na GCom do estado.

O escândalo surge no tempo em que o deputado Zeca Viana disse na Tribuna da Assembleia que nem homem o governador Pedro Taques é (Veja).

Ao passo que a folha salarial do estado inchou no governo atual, e com sucessivas reclamações de que consome parte da receita do estado, tendo estourado inclusive o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal por conta de tantos contratos comissionados.

Taques também já foi acusado de usar a estrutura do governo para fornecer escolta particular para a candidata ao senado, Selma Arruda. A justiça interferiu e proibiu o uso do poder púlico para benefícios pessoais.

Inchamento do estado

De janeiro a abril deste ano, o Governo do Estado gastou R$ 6,4 bilhões com pagamento da folha de servidores. Com isso, os gastos ultrapassaram o limite prudencial estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e se aproximam do limite máximo.

Os dados constam no demonstrativo simplificado do relatório de gestão fiscal do 1º quadrimestre de 2018, publicado no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (30).

De acordo com a legislação, o limite de alerta é de 44,10%. O prudencial começa em 46,55% e o máximo é atingido quando ultrapassa 49%.

Pelos dados do quadrimestre, o Executivo gastou 46,66% do seu orçamento com folha salarial.

No 1º quadrimestre de 2017, o balanço mostrava que o Governo gastou R$ 5,8 bilhões com folha salarial, ou 45,83% do orçamento com folha. Se comparados os dois quadrimestres, o aumento é de quase um ponto percentual.

fonte: muvuca popular


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