UMA DOSE DE INCOERÊNCIA: Um dia após decreto de calamidade financeira, governador de MT contrata 70 comissionados e exonera 47

Por Flávia Borges, G1 MT com colaboração de O Melhor da Notícia

Palácio Paiaguás, em Cuiabá — Foto: André Romeu/Gcom-MT

Palácio Paiaguás, em Cuiabá — Foto: André Romeu/Gcom-MT

Um dia após a assinatura do decreto de estado de calamidade financeira em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (DEM) nomeou 70 novos comissionados e exonerou 47, conforme Diário Oficial que circula nesta sexta-feira (18).

Entre os dias 2 e 17 de janeiro, foram 647 exonerações e 269 nomeações no estado, o que corresponde a 41%.

Promessa feita por Mauro Mendes durante a campanha eleitoral garantia a exoneração de 3 mil servidores, para que o estado obtivesse recursos para quitar os R$ 3,9 bilhões em dívidas supostamente deixadas pelo antigo governo.

Além das exonerações, Mauro Mendes também extinguiu nove secretarias e pretende excluir algumas autarquias.

Mauro Mendes pediu a extinção das secretarias de Cidades, Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, Planejamento, os gabinetes de Assuntos Estratégicos, Articulação e Desenvolvimento Regional, Transparência e Combate à Corrupção, Comunicação, e de Governo, além da Casa Militar.

A Casa Civil ficará responsável pela Comunicação, Governo, Articulação e Desenvolvimento Regional e Assuntos Estratégicos.

A Controladoria Geral do Estado passa a responder também pelo Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico responderá pela Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários.

Calamidade financeira

O governador Mauro Mendes decretou estado de calamidade financeira nessa quinta-feira (17). Ele afirmou que a medida é necessária por causa de dívidas deixadas pela administração anterior, estimadas em R$ 4 bilhões, e despesas acima da arrecadação prevista para este ano. A estimativa de déficit é de R$ 1,7 bilhão.

O decreto de calamidade financeira tem a duração máxima de 180 dias, com a possibilidade de ser prorrogado.

Com o decreto, o Poder Executivo pode adotar medidas para a redução de despesas em todas as áreas – o foco está na parte de folha de pagamento de pessoal.


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