Veja quais fatores devem mexer com os preços da soja na próxima semana

O avanço da colheita no Brasil é um ponto de atenção, além das condições das lavouras na Argentina

Para a próxima semana, o mercado da soja volta suas atenções para a safra na América do Sul. O avanço da colheita no Brasil é um ponto de atenção, além das condições das lavouras na Argentina. No cenário externo, a ausência das compras por parte da China também está no radar.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– Os players do mercado de soja permanecem com as atenções divididas entre o clima para a colheita no Brasil e desenvolvimento final da safra na Argentina, movimentos da demanda chinesa no mercado internacional e para o quadro de estoques norte-americanos;

– O clima na América do Sul continua principal fator de volatilidade de curto-prazo para Chicago. Apesar dos problemas de atrasos de colheita e escoamento de safra no Brasil, as previsões apontam para uma melhora climática
no Centro-Oeste e no Sudeste nos próximos dias, fato que deve permitir que os trabalhos evoluam em um melhor ritmo e que o escoamento avance;

– Na Argentina, a recente melhora na umidade sobre as principais províncias produtoras do país trouxe um certo espaço para algumas correções negativas em Chicago, mesmo que de forma pontual. A tendência é que a manutenção de chuvas no país vizinho traga um alívio para o estresse hídrico que atinge algumas províncias, diminuindo as perdas potenciais nas lavouras;

– A ausência de novas compras chinesas de soja norte-americana é outro fator que pesa, de certa forma, sobre Chicago. Embora o mercado entenda que a demanda chinesa já tenha migrado para a América do Sul, os atrasos de embarques no Brasil trouxeram esperança de que novas vendas norte-americanas poderiam ser anunciadas, fato que não tem ocorrido;

– Apesar disso, os estoques norte-americanos continuam bastante apertados, e essa situação não deve mudar até a entrada da próxima safra dos EUA, em setembro. Tal fato é um importante suporte de curto e médio prazos para
Chicago;

– No lado financeiro, a forte queda registrada no petróleo nesta semana abriu espaço para correções técnicas nas commodities agrícolas, incluindo a soja. Fundos especuladores aproveitaram o movimento negativo da principal commodity mundial para realizar lucros, embora o lado fundamental da soja continue apontando para firmeza nas cotações.

Por Agência Safras


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