Victório Galli abandona chapão, coliga com Avante, Patriota e PRP e coloca reeleição em risco

Selma Arruda e Vict�rio Galli

Galli é obrigado a sair de chapão para a Câmara Federal e garantir candidatura de Selma

O deputado federal Victório Galli (PSL) abriu mão de participar do chapão à Câmara Federal com os principais partidos que apoiam a reeleição do governador Pedro Taques (PSDB) – PSDB, PSB, PPS, Solidariedade, PRTB e Democracia Cristã – para compor frentinha somente com PSL, Avante, Patriota e PRP. Com isso, corre o risco de não atingir o quociente eleitoral e ficar sem se reeleger, mesmo que seja o candidato mais votado de Mato Grosso.

A imposição foi feita pelo PSDB e demais aliados. Galli acabou aceitando para preservar a candidatura da juíza aposentada Selma Arruda ao Senado e os candidatos à Assembleia do PSL.

Galli aceitou sair do chapão  para o PSL lançar chapa pura à Assembleia, garantindo que os 40 candidatos a deputado estadual da sigla participem da disputa. Caso contrário,  seria obrigado a firmar coligação com PSB e PPS e reduzir as chances dos correligionários e do próprio filho Elias Galli.

A chapa a Assembleia foi motivo de intensas discussões entre os aliados de Taques durante o final de semana da convenção que oficializou sua candidatura à reeleição. Descontente com os rumos da aliança, o PPS chegou até a ameaçar com ruptura.

“Estou indo para o sacrifício. Eu estaria na zona de conforto, no  chapão, mas não posso olhar só para mim e sim para o grupo, para o coletivo nosso. O importante não é só eu me reeleger deputado federal, mas que possamos ter também, no mínimo, dois deputados estaduais e força para a eleição da nossa candidata a senadora Selma Arruda”, disse Galli em vídeo direcionado aos integrantes do PSL.

No vídeo, Galli também ressalta que além da candidatura de Selma,  Taques ainda reafirmou a garantia de palanque para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) em Mato Grosso, a partir da sua saída do chapão. Além dele, também são candidatos a deputado federal o youtuber Nelson Barbudo, de Alto Taquari, e a empresária, Gina Defanti, de Cuiabá.

O analista político e marqueteiro Manoel Carlos, que atua na campanha do PSL,  demonstrou preocupação com a situação. Segundo ele,    pesquisas internas apontam que Galli poderia obter uma votação entre 90  mil e 140 mil votos para sua reeleição.

“A condição do único parlamentar de direita de Mato Grosso ficou mais difícil.  Agora, teremos que buscar o teto, pontuou Manoel.

Confira vídeo divulgado pelo deputado Victório Galli:

fonte: rdnews


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