MANIFESTAÇÃO: Caminhoneiros ignoram áudio de Bolsonaro e mantêm paralisação

Além do áudio, o ministro Tarcísio de Freitas publicou um vídeo confirmando a veracidade da mensagem enviada Bolsonaro e endossou o apelo pelo fim das paralisações

POR CANAL RURAL, COM INFORMAÇÕES DE AGÊNCIAS – ATUALIZADO EM 09/09/2021

Mesmo depois de um áudio com um apelo do presidente Jair Bolsonaro para que os caminhoneiros liberassem as estradas bloqueadas, a paralisação, que começou na terça-feira, 7, continua em ao menos 15 estados.

“Fala para os caminhoneiros aí, que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham nossa economia. Isso vem e provoca desabastecimento, [gera] inflação, prejudica todo mundo, em especial os mais pobres”, diz o presidente no áudio encaminhado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para os manifestantes, nesta quarta-feira, 8. A informação é do portal ‘R7‘.

Foto: Reprodução/Midias Sociais

Além do áudio, Tarcísio também publicou um vídeo confirmando a veracidade da mensagem enviada Bolsonaro e endossou o apelo pelo fim das paralisações.

Na madrugada desta quinta-feira, 8, o Ministério da Infraestrutura informou que “pontos de retenção na região norte de Santa Catarina, onde a mobilização ameaçou condições de abastecimento, já estão liberados”.

Os bloqueios começaram no dia em que Jair Bolsonaro discursou em manifestações em Brasília e São Paulo, onde criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a volta do voto impresso.

Lideranças da categoria afirmaram que têm relação com os protestos que estão acontecendo, e que parte das paralisações é organizada por grupos que apoiam o atual governo. “Não estamos apoiando. As pautas não têm relação nenhuma com que os caminhoneiros realmente precisam. É uma ação popular, vai quem quiser. Está tudo bagunçado, não sabemos quem está nas ruas. Não é uma movimentação pacífica”, afirmou Plinío Dias, presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Carga (CNTRC).

Justiça

Na noite desta quarta-feira, começaram a circular imagens nas redes sociais de filas em postos de gasolina em Santa Catarina, estado com maior número de paralisações e que começou os bloqueios ainda na madrugada de terça-feira.

Com medo do desabastecimento, provocado pela última grande greve, em maio de 2018, moradores do estado correram para os postos de combustíveis. Segundo um levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro), ao menos 33 postos estavam sem combustíveis no estado.

Na tarde de ontem, a entidade entrou com pedido de liminar na Justiça para tentar escolta policial até os postos de combustíveis.

Esse não foi o único pedido. Ontem, a Justiça Federal publicou duas decisões contra os bloqueios realizados por grupos de caminhoneiros em Santa Catarina.

Em uma das decisões, a juíza federal Ana Lidia Silva Mello Monteiro determina o fim de bloqueios nos trechos da BR-101 entre Paulo Lopes e a divisa com o Grande do Sul. O pedido é da Concessionária Catarinense de Rodovias, que administra o trecho. A segunda decisão impõe a permissão para a passagem dos caminhões da BRF na BR-116.

Nos dois casos, a Justiça determinou que o fim dos bloqueios é de responsabilidade da PRF e fixou multa diária para cada caminhão retido, em caso de descumprimento.

Polícia Rodoviária Federal

O Ministério da Infraestrutura informa que, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal, às 8h de hoje, são registrados pontos de concentração em rodovias federais de 15 estados, com 10% de redução de ocorrência desde o último boletim da madrugada.

São estes: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia. Maranhão, Roraima, Pernambuco e Pará.

O Ministério da Infraestrutura diz que os corredores logísticos BR-040/Minas Gerais; BR-116/Rio de Janeiro (Dutra/Barra Mansa); BR-040/Rio de Janeiro (Reduc); BR-101/Espírito Santo; BR-376/Paraná; e BR-153/Goiás (Anápolis); foram liberados para o trânsito de caminhões e que não há mais pontos de interdição de pistas na malha rodoviária federal, salvo protesto pela causa indígena na BR-174/Roraima.


Comentários

Publicidade de Exemplo

Veja Também

Deixe um Comentário

Seu endereço de email não será publicadoCampos obrigatórios estão marcados *

*