Sindicatos ‘exigem’ salários dia 10 e dentro do expediente bancário

Governo do Estado admitiu possibilidade de escalonar salários em quatro faixas.

 
O Fórum Sindical, que reúne os sindicatos dos servidores públicos, classificou como “inadmissível” o escalonamento dos salários dos servidores públicos do Executivo referente ao mês de novembro. O Governo do Estado informou, na sexta-feira (07), que não irá pagar todos os servidores até o dia 10 de dezembro, segunda-feira. Cerca de 90% dos salários serão pagos na data, enquanto os restantes serão quitados até o dia 21 de dezembro.

“É inadmissível não pagar no dia 10. Nós queremos receber integral e dentro do expediente bancário, porque tem sido pago sempre fora do expediente, depois das 18 horas, e isso não tem permitido o pagamento das nossas contas no dia 10. Então, todo o nosso planejamento familiar tem sido estourado em razão disso”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves.

“O Governo admitiu que tem estado no fio da navalha, principalmente no mês de dezembro, que é um mês atípico, que tem que pagar 13º, residual, tem que pagar o Fundeb, e outros compromissos”, disse sindicalista.
Ao todo, a folha salarial deste mês está em R$ 528 milhões líquidos, incluindo servidores da ativa e os inativos. O governador Pedro Taques já utilizou o expediente do escalonamento anteriormente. Em novembro de 2017, os pagamentos foram divididos em três faixas salariais, quitadas até o dia 20 daquele mês. Desta vez, chegou a ser cogitado o pagamento em quatro etapas.

“O Governo admitiu que tem estado no fio da navalha, principalmente no mês de dezembro, que é um mês atípico, que tem que pagar 13º, residual, tem que pagar o Fundeb, e outros compromissos”, afirmou o sindicalista.

“Nós exigimos que sejam pagos os aposentados, os pensionistas, os servidores ativos, que juntos somamos 100 mil famílias, até o dia 10, dentro do expediente bancário e de forma integral”, declarou Oscarlino.

Nesta sexta-feira, o governador Pedro Taques afirmou que irá até Brasília na próxima segunda-feira para negociar a parcela de 2018 do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX). O valor de compensação pelas isenções da Lei Kandir ao agronegócio deve ser de cerca de R$ 500 milhões, dos quais R$ 100 milhões devem ir aos municípios e o restante ao Estado. Os recursos devem ajudar o Estado a quitar a folha, incluindo o 13º salário.

Fonte: RepórterMT


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